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O Big Brother da segurança


24/07/02

Asolução para reduzir a criminalidade poderá vir do céu. O secretário de Segurança, Roberto Aguiar, anunciou ontem que dentro de no máximo 70 dias — ou seja, até 1 de outubro — a polícia do Rio contará com um novo aliado: um dirigível. Dotada de câmeras de grande alcance, a aeronave, uma espécie de Big Brother da segurança, será usada principalmente no patrulhamento de vias expressas, como a Avenida Brasil e as linhas Amarela e Vermelha. Vigiando todo o movimento a uma altura de mil pés (330 metros), os tripulantes do dirigível, ao avistarem um problema, alertarão por rádio uma base terrestre, que por sua vez acionará helicópteros e carros da polícia.

O dirigível faz parte de uma ofensiva maior da polícia contra o crime nas vias expressas, que, segundo o secretário, já deverá começar na semana que vem. A operação incluirá o apoio de cinco helicópteros, todos blindados, e a transformação da 8 Companhia Independente da PM (Vila Kennedy) em Batalhão de Policiamento em Vias Especiais. O novo batalhão terá reforço de veículos e policiais: serão 420 homens e 60 carros e motocicletas.

— Esses policiais vão reforçar o patrulhamento das vias expressas como a Linha Amarela, a Linha Vermelha e a Avenida Brasil. Também haverá patrulhamento na Ilha do Fundão. Haverá um redimensionamento do policiamento — explicou o secretário. — Esse esquema (com cinco helicópteros e policiais do novo batalhão) deverá estar funcionando no início da próxima semana.

Estado procura patrocinadores

O estado gastará em torno de R$ 500 mil mensalmente com o novo policiamento, incluindo a operação do dirigível. Numa entrevista ao lado do subsecretário de Planejamento Operacional, Carlos Augusto Leba, Roberto Aguiar afirmou que o projeto, batizado de Monitoramento de Tráfego e Coordenação das Atividades de Patrulhamento Urbano, poderá ser implementado bem antes dos 70 dias. Ele informou ainda que o governo procura apoio da iniciativa privada:

— Na pior das hipóteses, o dirigível estará funcionando em 70 dias. Na melhor, dentro de 30 a 45 dias. Os helicópteros que estão na Barra da Tijuca também nos auxiliarão — disse o secretário, referindo-se aos aparelhos que fazem o patrulhamento aéreo na Barra e que reduziram a criminalidade na região. — Estamos correndo atrás de patrocinadores. Ainda não temos todos os detalhes, mas a publicidade no dirigível é muito viável.

Ele frisou que o estado já tem o dinheiro necessário, além de apoio do Departamento de Aviação Civil (DAC). Sobre a possibilidade de o dirigível ser atingido por tiros, afirmou que a aeronave resistirá aos disparos:

— Ele estará a mil pés de altura. Além disso, terá na estrutura uma proteção contra tiros. Caso a nave seja atingida por tiros, só depois de oito isso será percebido — afirmou.

O comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM, coronel Venâncio Moura, também considerou impossível que traficantes consigam derrubar o dirigível a tiros. Segundo ele, os projéteis teriam que fazer um longo trajeto contra a força da gravidade. No caso de um helicóptero, disse, o risco só existe se estiver voando muito baixo.

No entanto, para o criador do Bope e da Guarda Municipal, coronel reformado Paulo César Amêndola, o risco existe. De acordo com ele, tanto o dirigível como os helicópteros podem ser derrubados caso não voem a mais de dois mil metros. Esta é a altura, explicou, atingida por um projétil disparado para o alto por fuzis AK-47, FAL 762 ou AR-15, usados pelos traficantes — na horizontal, o disparo atinge 3.200 metros. Amêndola também acha que essas aeronaves devem ser usadas só como pontos de observação, sem se aproximar de favelas:

— A vulnerabilidade é muito grande. Se os bandidos atirarem no dirigível, vão fazer dele uma peneira.

Roberto Aguiar não descartou a hipótese de, se a experiência for bem-sucedida, estender a operação para vias de acesso e saída dos túneis Rebouças, Zuzu Angel e Santa Bárbara:

— As novas medidas poderão ser estendidas para outras áreas. Vamos ver os resultados — disse.

O dirigível nos planos do estado pertence à empresa Lightship Brasil. Seu modelo é o A60+. Ele tem 39,6 metros de comprimento, voa a uma velocidade máxima de 150 km/h e pode chegar a uma altitude de três mil metros. Transporta quatro passageiros e tem autonomia de 16 horas de vôo.

O secretário de Segurança disse ainda que o batalhão da PM que está sendo erguido no Complexo da Maré ganhará um item especial de segurança: uma torre de vigia de dez metros de altura. Enquanto a secretaria anunciava o novo esquema de patrulhamento, duas blitzes eram feitas na Linha Vermelha, na pista sentido Baixada, na saída para São João de Meriti e pouco depois do Parque Alegria, no Caju. Por causa das blitzes, o trânsito ficou engarrafado até São Cristóvão, com reflexos na Avenida Brasil.


Fonte: O Globo On-line


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