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Madeireiros ameaçam Itatiaia com incêndios


23/07/02

A ação dos madeireiros está pondo em risco o Parque Nacional de Itatiaia, que tem preservados 30 mil hectares de vegetação, entre os estados do Rio, São Paulo e Minas. Ontem, foi controlado mais um incêndio criminoso promovido por grupos que retiram madeira do tipo candeia, utilizada para fabricação de cercas. Eles agem em represália à ação dos fiscais da reserva, que coíbem a extração ilegal. Foi o segundo incêndio só este mês e 70 hectares foram destruídos, o equivalente a 70 campos de futebol. Preocupado, o diretor do parque, Léo Nascimento, já encaminhou relatório ao Ibama, em Brasília, pedindo que a Polícia Federal investigue as quadrilhas que agem na região. “É caso de polícia. Se ninguém investigar e prender essa gente, eles vão acabar com o parque”, afirmou Nascimento, que também comunicou o fato ao Ministério Público e à Secretaria de Segurança de Minas Gerais – o incêndio anterior, do dia 6 de junho, quando foram queimados dez hectares, foi na localidade de Aiuruoca, perto da divisa com Minas. Segundo ele, o Ibama prometeu tomar providências, mas ainda não houve resultado. O gerente executivo do órgão no Rio, Carlos Henrique Abreu Mendes, disse que a Polícia Federal já está atuando com a chefia da Área de Proteção Ambiental (APA) da Mantiqueira, em Minas, próximo ao Parque de Itatiaia. Ele fez contato com a gerência do Ibama no Estado, que informou que o órgão está fiscalizando a região, junto com a PF, e que a ação poderá ser estendida a Itatiaia. “Há uma suspeita forte de que se trata mesmo de um ato criminoso, porque essa área nunca pegou fogo antes”, disse Mendes. Léo Nascimento contou que os madeireiros andam armados e costumam ameaçar os quatro fiscais da reserva e os 34 brigadistas do sistema de prevenção a incêndios do Ibama (Prev-Fogo). Um deles foi baleado. Os infratores retiram a candeia e vendem a dúzia do tronco por R$ 60. Há duas semanas, foi apreendida uma tonelada da madeira dentro da mata, graças a uma denúncia anônima. O incêndio de domingo foi perto do município de Visconde de Mauá, na parte alta do parque (a 2,4 mil metros de altitude), de difícil acesso. Para chegar às chamas, os bombeiros andaram por quatro horas dentro da mata. Dois deles passaram mal por causa da dificuldade da caminhada e pelas baixas temperaturas. O vento forte e a seca (não chove na região há dois meses) levaram a uma combustão mais rápida, segundo Nascimento. Ontem, o diretor da reserva aguardava a liberação de um helicóptero do Ibama para sobrevoar a mata a fim de detectar novos focos. Os criminosos costumam agir nos fins de semana, quando é mais difícil mobilizar bombeiros. “O fogo é a arma deles, usada para nos intimidar. Não somos policiais, somos defensores da natureza. Não adianta termos 500 fiscais sem investigar as causas do que está acontecendo”, afirmou o diretor da reserva, que não sabe para quem as quadrilhas trabalham. Ele acredita que novo incêndio criminoso deverá ocorrer dentro de 15 dias – o intervalo de tempo entre os últimos casos. No ano passado, dois estudantes paulistas de 14 e 22 anos começaram uma fogueira que acabou destruiundo 100 hectares da reserva, na região das Prateleiras. Além dos incêndios, o parque sofre ainda com a ação de palmiteiros, que se concentram na parte mais baixa.


Fonte: Estadão.com.br


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