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Criança a bordo com segurança


02/07/02

A cartilha Segurança no transporte: crianças e gestantes, que será lançada hoje, ajuda a tirar dúvidas e a orientar os pais como transportar seus filhos dentro do carro para evitar acidentes, que são a maior causa de mortes em crianças de 1 a 14 anos

Meio-dia e quinze. Na porta da Pré-Escola Quintal, no Morumbi, zona sul da cidade, mães chegam a todo instante para buscar e levar seus filhos. Algumas crianças estão em cadeirinhas; outras, com o cinto do carro.

Há as que andam soltas no banco de trás, as que vão na frente e até as que ficam de pé dentro do carro. Sem informação, os pais não sabem qual é a melhor maneira de transportar as crianças.

O JT levou Fernanda Polacow, da ONG Criança Segura, para a porta da escola e tentou tiras as dúvidas dos adultos. Em pouco tempo, as mães bombardearam Fernanda com perguntas e tentaram justificar por que não carregavam seus filhos de maneira correta. "O André sai cansado e tem dia que não compro briga", explicava Denise Teixeira Ribeiro, de 37 anos, ao levar seu filho de 3 anos solto no banco de trás. "Só tenho esses cinco minutos para ficar com ele e não vou ficar brigando porque não quer usar o cinto. Quando ele está solto, ando bem devagar. Moramos aqui perto e sei do risco que estou correndo."

O problema, lembra Fernanda, é que 70% dos acidentes de carro ocorrem perto de casa, com velocidade máxima de 40 km/h. "Mesmo que o trajeto seja curto, é preciso usar a cadeirinha." Ela também explica que, com a idade de André, as crianças não podem usar o cinto do carro. "Elas são muito pequenas e, além de enforcar, o cinto passa pelo abdome, quando o certo seria ficar em cima da bacia. Em um acidente, as chances dos órgãos internos da criança serem atingidos é grande." O ideal para ele ainda seria a cadeirinha.

Mãe de Bruna, de 3 anos, Patrícia Gomes Silva, de 30, confessa que tem muitas dúvidas sobre o transporte da filha. "Vim hoje com a caminhonete que não tem banco de trás e não adianta colocar a cadeirinha na frente porque ela fica solta. Não sei direito o que fazer."

Fernanda explica que criança nunca pode andar na frente. "Mas se não tem jeito, o melhor é comprar uma cadeirinha que se ajuste ou um booster (assento almofadado para a criança ficar mais alta e, assim, poder usar o cinto na posição correta)." Ao receber a explicação, Patrícia conta que nunca teve esse tipo de informação."Nem os pediatras nem o pessoal da escola nunca nos deu dicas sobre isso. Falta orientação aos pais."

E é para ajudar pais, médicos e professores que a Criança Segura, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Secretaria dos Transportes Metropolitanos lançam, hoje, a cartilha Segurança no transporte: crianças e gestantes, no Salão Infanto-Juvenil e Bebê que ocorrerá no Expo Center Norte. "Nosso trabalho é o de dar informações para a sociedade evitar acidentes com crianças e essa cartilha, que será distribuída gratuitamente, tem exemplos de transporte seguro", afirma Fernanda. "No Brasil, os acidentes são a maior causa de mortes em crianças de 1 a 14 anos. E aqui ainda não temos leis que garantam proteção a elas."

Cadeirinha na saída da maternidade

Na Quintal, os dois melhores exemplos de como transportar uma criança com segurança foram de mães que tiveram algum contato com os Estados Unidos. Roberta Bevilacqua, de 32 anos, é uma delas. Sua filha mais velha, Elisa, de 2 anos, nasceu nos Estados Unidos e ela só pôde sair da maternidade após instalar o bebê-conforto no carro do modo correto. "Os médicos fiscalizam e ensinam os pais tudo sobre transporte. Lá, é lei."

Agora, Elisa anda em uma cadeirinha e a mais nova, Camila, de cinco meses, no bebê-conforto voltado para o vidro traseiro. "Até um ano, os bebês devem ir de costas para o movimento", diz Fernanda.

Stella Susskind, de 35 anos, mãe de Helena, de 2, e casada com americano, também sabe transportar a filha corretamente. "Meu marido é ultrapreocupado.

O cuidado é tanto que compramos duas cadeiras. A outra, fica no carro dos avós."

DANIELA TÓFOLI - Jornal da Tarde


Fonte: Jornal da Tarde


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