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Ergonomia é essencial


20/06/02

A entrada de computadores em empresas e lares fez com que as pessoas começassem a utilizar essas máquinas durante longos períodos, em atividades repetitivas. Os diversos cliques em um mouse durante a navegação na Internet até a digitação de grandes textos no teclado geraram a fama de algumas doenças comuns a quem utiliza muito os recursos de computador. A ergonomia então se tornou famosa no dia-a-dia dos usuários de PCs. A proposta da ergonomia é estabelecer a melhor relação possível entre o homem e o seu ambiente de trabalho através do estudo anatômico e fisiológico do ser humano. Produtos ergonômicos tornaram-se ferramentas essenciais para quem passa muitas horas diárias em frente ao computador. Entre eles, estão apoio para punhos, suporte de texto, teclado e mouse ergonômicos e telas anti-reflexivas. Tudo isso para prevenir doenças musculares causadas por esforço repetitivos. Cinqüenta por cento das lesões no trabalho podem ser atribuídas às doenças por esforço repetitivo, segundo pesquisas realizadas nos Estados Unidos. Prevendo essa estatística, em 1990, o Brasil ganhou uma norma reguladora (NR-17), para completar os artigos da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), que trata da segurança e medicina do trabalho. Ela visa, principalmente, a regulamentar a questão da ergonomia nos ambientes de trabalho, estabelecendo parâmetros para que conforto, segurança e bom desempenho nas atividades do trabalhador sejam assegurados. Entre as pessoas mais propícias a doenças por esforços repetitivos estão as que chegam a digitar mais de 5,5 mil toques por hora em um teclado. Os que realizam entre dois mil e 5,5 mil toques por hora estão na área de alerta, podendo ser fortes candidatos a adquirir inflamações em tendões e músculos. Entre as doenças mais comuns em usuário de computador estão a tendinite, tenossinovite, síndrome de DeQuervain, Dort (distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho) e LER (lesão por esforços repetitivos). Essas lesões são inflamações dos músculos, tendões e nervos e são mais curáveis quando detectadas precocemente. A LER, por exemplo, pode ser diagnosticada quando o paciente sente dor, perda de força e inchaço, especialmente nos punhos. Após seis anos trabalhando mais de oito horas em frente a um computador, a analista de sistemas Ivy Micheli detectou, há algumas semanas, uma fadiga muscular em um de seus punhos. Uma das causas desse início de LER é o fato de ela escrever diariamente diversas linhas de códigos de programação e assumir que não faz qualquer tipo de atividade física ou alongamento. "Sei que qualquer pessoa pode ter essas lesões por esforços repetitivos, independentemente da profissão, mas elas se desenvolvem mais em quem realiza bastante pressão em algumas regiões, como é o caso de quem digita muito. Porém, agora quero me cuidar e não esquecer de alongar e realizar exercícios para punhos e braços", pondera a analista. Para o professor de educação física Cristiano Lima, as pessoas e as empresas não se preocupam com os serviços preventivos da LER no Brasil. Ele acrescenta, porém, que a atividade física para um funcionário pode significar aumento de produtividade. "A ergonomia, no país, ainda não tem sido muito pensada. Caso seja criado um plano de ergonomia e trabalhos fisioterápicos em uma empresa, por exemplo, não haverá prejuízos com funcionários afastados por lesões ou com pouco aproveitamento devido a dores musculares", declara o professor, que recomenda atividade física e exercícios para fortalecer a musculatura de quem utiliza, por longos perídios, o computador. Com o objetivo de estabelecer a melhor relação possível entre o homem e o seu ambiente de trabalho, a ergonomia é o estudo anatômico e fisiológico do homem em um determinado local. Os produtos ergonômicos parecem ter se tornado requisito mínimo para quem passa algumas horas diárias em frente ao computador. Tudo isso para prevenir doenças musculares causadas por esforços repetitivos. O usuário deve estar atento, porém, para não utilizar qualquer produto dito ergonômico. O importante é conferir o tipo e a qualidade dos materiais usados na confecção desses produtos, como espessura e densidade da borracha ou do gel, largura e adaptação ao teclado e à mesa, além de observar se são antiderrapantes e com grande durabilidade. "As pessoas estão mais preocupadas em utilizar produtos ergonômicos. Até mesmo os acessórios mais caros estão sendo mais procurados. Há uns dois anos, por exemplo, as luvas ortopédicas quase não eram pedidas. Hoje, a venda desse produto é enorme", observa a diretora de vendas da Clone, empresa desenvolvedora de acessórios e periféricos para computador, Sílvia Sylvestrin. A ergonomia só começou a ser pensada, no Brasil, na década de 60. Apesar de 40 anos de estudo dessa ciência no país, os produtos para computador ergonômicos comercializados no mercado brasileiro ainda não obedecem a um padrão local, mas sim ao padrão americano de ergonomia. "A ergonomia tem de levar em conta o biótipo do usuário. Como no Brasil não existem padrões ergonômicos criados para nós brasileiros, o que as empresas criadoras de produtos ergonômicos fazem é utilizar o padrão americano. Essa é a única forma de fazer com que usuários de computador, no país, fiquem longe das doenças por esforços repetitivos", explica Sílvia Sylvestrin.


Fonte: Terra Informática


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