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Sistema de segurança falhou, diz sindicato dos metroviários


31/08/01

O presidente do Sindicato dos Metroviários, Onofre Gonçalves de Jesus, disse ontem que o sistema de segurança do Metrô deveria ter interrompido o curto-circuito entre as Estações Barra-Funda e Marechal Deodoro, evitando que o problema se alastrasse. A entidade vai montar uma sindicância paralela à da Companhia do Metropolitano de São Paulo para apurar as causas do acidente, ocorrido na manhã de ontem na Linha Leste-Oeste. O problema estendeu-se por vários trechos, danificando uma série de equipamentos até as proximidades da Estação Itaquera, a cerca de 22 quilômetros de distância da origem da falha. "Nunca aconteceu isso", observou Jesus. De acordo com ele, o sistema elétrico que alimenta os trilhos tem uma espécie de disjuntor. "Essa proteção deveria ter impedido que o curto continuasse", disse. "Como não atuou, foi queimando e pipocando fogo na linha inteira." Segundo o presidente do sindicato, indícios de que havia alguma coisa errada podem ter aparecido na noite de quarta-feira. Ele descartou a hipótese de o curto-circuito ter se originado de uma possível falta de manutenção. Jesus explicou que a situação poderia ter sido mais grave. "Se o problema ocorresse no ramal Paulista, morreria todo mundo, porque não tem ventilação", afirmou. "Acho que Deus é um pouco metroviário." Ele apontou a redução dos investimentos nas linhas e a falta de mão-de-obra como os motivos para o desastre de ontem. "O metrô é um sistema moderno, que não pode baixar a guarda", salientou. O presidente do sindicato lembrou que, há aproximadamente dois anos, outro curto-circuito causou um incêndio menor na Linha Norte-Sul. Em gravidade, a falha de ontem foi a maior de toda a história do metrô. Chamas - Diretor do sindicato, o mecânico pleno Salaciel Fabrício Vilela presenciou curtos-circuitos em série durante seu turno de trabalho. Por volta das 5 horas, ele estava nas proximidades do Estacionamento Pátio Belém-1 (EPB-1) - área de onde sai uma parte das equipes de manutenção - quando começou a ver faíscas saírem dos trilhos. "Levantavam-se labaredas de fogo em pontos alternados", disse. Os funcionários não podiam nem mesmo se aproximar do local. Os curtos-circuitos duraram cerca de meia hora e terminaram apenas quando a via foi desenergizada. Segundo Vilela, o fogo alastrou-se nos trechos onde havia máquinas de lubrificação. Dormentes de madeira também ficaram danificados pela falha ocorrida ontem. O diretor de Operação do Metrô, Décio Tambelli, contestou as afirmações do presidente do sindicato. "Se tivesse ocorrido um curto-circuito do cabo com o trilho, o sistema teria funcionado", disse. "Mas o que houve foi uma fuga de corrente." Ele não soube explicar por que o sistema de segurança atual não funciona para esse tipo de problema. De acordo com ele, a Comissão Permanente de Segurança da empresa vai analisar o caso e preparar um laudo.


Fonte: Estado de São Paulo


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