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Covid-19 - Com avanço da pandemia, garis redobram rotina de cuidados para lidar com o lixo


05/04/21

 O avanço da pandemia do coronavírus vem promovendo uma mudança inevitável nos hábitos da população, interferindo diretamente no aumento da produção do lixo. Com as pessoas passando mais tempo dentro de casa, a demanda de resíduos nos bairros residenciais tem saltado a uma média de 30%, em contraponto a redução do mesmo material nos grandes centros. Os números são da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), que também aponta uma ampliação de até 20 vezes na geração de resíduos hospitalares. A orientação é para que em residências com pessoas com covid-19, as máscaras, lenços e luvas precisam ser protegidos, de modo a evitar a contaminação, por exemplo, das pessoas que trabalham no serviço de coleta, como os garis, considerado um serviço essencial.

 
Na capital pernambucana, cerca de 45 mil toneladas de lixo domiciliar são processadas mensalmente, somando-se a outras 30 toneladas classificadas como entulho. Nesta fase, quando a preocupação com a saúde se mostra em primeiro lugar, além do reforço no trabalho de limpeza, se faz necessário o comprometimento de cada cidadão. “Cada família deve separar em sua residência uma lixeira para o uso exclusivo da pessoa infectada com a doença, mesmo que ainda esteja na fase de suspeita. A indicação é para que adotem sempre dois volumes, colocando um dentro do outro, e usando preferencialmente os sacos específicos para esta finalidade”, explica o diretor da Autarquia de Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), Bruno Cabral.
 
Segundo ele, o fechamento de grande parte das atividades em Pernambuco, a partir desta quinta-feira (18), já deve refletir na alteração da rotina de produção do lixo. “Vamos observar uma baixa no recolhimento do centro, devido ao comércio de portas fechadas, em contraponto a uma elevação nos bairros do subúrbio. Como já ocorre, independente da pandemia, deve-se respeitar os dias e turnos de coleta, evitando que o material fique na rua desnecessariamente”, ressaltou. Conforme Cabral, as empresas da categoria vêm sendo orientadas para a verificação constante dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), além de implantarem uma reprogramação dos turnos e jornadas das equipes de coleta, evitando aglomerações nas garagens.
 
A engenheira ambiental, Carolina Buarque, especialista em gestão de resíduos, ressalta que grande parte da produção do lixo, nesta fase de pandemia, é formada por plásticos, papeis e papelões. Os materiais são predominantemente oriundos de embalagens de produtos. “A alta procura pelos serviços de delivery e a estocagem de itens de primeira necessidade têm implicado neste cenário”, explica. Para ela, é preciso pensar de forma mais ampla. “O resíduo sólido não é vetor direto de transmissão da covid-19, possuindo baixo índice. Porém, cabe a nós fazermos a nossa parte, precavendo várias outras doenças. É uma forma de garantir a nossa saúde e integridade, assim como de todos os profissionais da limpeza”, pontua.
 
O panorama é atestado pelo médico infectologista Filipe Prohaska, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), que desde o início da pandemia tem atuado no enfrentamento ao coronavírus. Conforme o especialista, apesar de usarem luvas e outras peças para se resguardar, as pessoas podem ficar expostas ao vírus e outras bactérias, caso uma sacola esteja mal fechada ou tenha rasgos. O grupo abrangeria também os catadores de recicláveis, que costumam fazer a triagem dos materiais com contato direto. “O descarte de máscaras tem que ser realizado como lixo biológico, separado de todos os outros materiais da casa. No momento em que for acondicionar os dejetos nos depósitos ou mesmo deixá-los na calçada, é indispensável lavar as mãos e/ou utilizar álcool. Deve-se ficar alerta também com pontos de contatos, como alças e tampas de lixeiras”, explicou.
 
Expostos ao vírus, garis não escondem o medo
 
Enfrentando o trabalho diário das ruas, os garis tiveram que se adaptar a pandemia do coronavírus, nem sempre com o tempo hábil para conseguir lidar com a gravidade da doença. Apenas na capital pernambucana, 1,8 mil trabalhadores, entre homens e mulheres, integram esta atividade. “As pessoas nem imaginam o risco que a gente corre”, revela Marcelo Ferreira, de 39 anos, morador do bairro de Areias, na Zona Oeste do Recife. Cumprindo o ofício há cerca de dez anos, ele não esconde o receio desde o vírus aportou no cotidiano. “A maioria coloca o lixo de qualquer jeito e não se preocupa com quem terá que recolher depois”, lamenta. A visão é compartilhada por Felipe Mota, 32, residente na tradicional comunidade da Vila Cardeal e Silva. “Certa vez, quando fui pegar o lixo acabei me furando com uma agulha. Ela veio de alguém que não pensou no próximo. Um pouquinho mais de cuidado com a gente faria toda a diferença”, opina o rapaz, que já contraiu a covid-19 e teve que cumprir um período de afastamento.
 


Fonte: Diário de Pernambuco


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