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EPIs - Máscara PFF2: especialistas recomendam opção mais segura, com piora da pandemia


22/03/21

 Modelo, equivalente ao padrão norte-americano N95, também é encontrado em lojas de material de construção e custa, habitualmente, entre R$2 e R$10

 
A recomendação oficial do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) continua a ser a utilização de máscaras de pano no dia a dia. Preocupados com o agravamento da pandemia de Covid-19 no Brasil e com a utilização incorreta dos itens de segurança por algumas pessoas, porém, especialistas têm estimulado que cidadãos utilizem máscaras profissionais em situações de maior risco, como no transporte público lotado e em ambientes fechados.
 
A mais recomendada é a PFF2, equivalente ao padrão norte-americano dos respiradores N95. Diferentemente das máscaras de pano, cuja ideia é diminuir as chances de a pessoa contaminada infectar as outras, as PFF2 são consideradas equipamentos de proteção individual e filtram até 94% das partículas contaminantes. 
 
Onde e como utilizar a máscara PFF2?
 
“Vai passear com o cachorro sozinho na rua? Os riscos são super baixos, então não se justifica usar PFF2 nessa situação. Por outro lado, se você pega transporte público lotado na hora do rush, é essencial. Em um espaço fechado, com má ventilação e com muita gente, acho importante utilizá-la”, diz o pós-doutorando na Faculdade de Medicina de Vermont (EUA) e membro do Observatório Covid-19 BR, Vitor Mori.
 
Ele explica que as máscaras de pano ou cirúrgicas são interessantes como barreira a partículas contaminantes, mas que, com a soma de evidências de que o vírus se espalha pelo ar em partículas menores e pode ser contraído a partir da respiração, a qualidade da máscara e o ajuste dela no rosto ganham relevância. “O ajuste da máscara no rosto é um ponto central. É preciso diminuir ao máximo a saída de ar pelas laterais dela. Não adianta nem ter um super filtro da máscara PFF2 se ela estiver frouxa no rosto”, continua Mori. 
 
A regra também vale para máscaras de pano e as cirúrgicas: havendo espaços aos lados do nariz, nas bochechas ou sob o queixo, por exemplo, a eficácia delas pode diminuir significativamente. Por isso, o elástico da maioria dos respiradores PFF2 não fica preso atrás das orelhas, e sim no meio da cabeça e na nuca.
 
A máscara PFF2 é reutilizável?
 
A Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho (Animaseg) garante que não faltam máscaras profissionais para equipes de saúde ou nas indústrias, mas pede cautela aos cidadãos que não trabalham nesses setores. De acordo com o diretor executivo da entidade, Raul Casanova Junior, a produção nacional entre 2019 e 2020 triplicou, passando da média de 15 milhões para 45 milhões de unidades mensais, enquanto as empresas produtoras ou importadoras dos respiradores foram de 28 a 62. O preço considerado normal é de R$2 a R$10 por unidade. 
 
“Somos mais de 210 milhões de brasileiros, então se todo mundo começar a usar, vai faltar, obviamente. Mas, se usarem especificamente para situações onde há mais risco, há máscaras”, diz. A reportagem questionou o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) se há máscaras PFF2 o suficiente para profissionais no país e em Minas e não teve resposta. Em BH, a prefeitura informa ter itens o bastante para os próximos meses. 
 
Embora a recomendação oficial dos fabricantes seja descartar os itens após um único uso, especialistas como Vitor Mori recomendam que elas sejam reutilizadas, o que Casanova também reforça. Mori indica que, após ser utilizadas, as máscaras devem ficar penduradas em local arejado e longe do sol por algum tempo — não há regra sobre esse período, mas o ideal é deixá-las “descansando” por, pelo menos, três dias. Elas podem ser reutilizadas enquanto não houver danificações no tecido e o elástico e as bordas do item garantirem a vedação, contudo não devem ser lavadas e nem limpas com álcool. 
 
Onde encontrar máscaras PFF2?
 
A publicitária Carolina Alves, 27, trabalha dois ou três dias por semana em um escritório sem janela com outros colegas. Preocupada com a saúde da mãe, que vive com ela e é do grupo de risco da Covid-19, ela comprou máscaras PFF2 para si e para toda a família com ajuda de perfis nas redes sociais. “Agora, vou ‘catequizando’ os outros sobre ela. Percebi que não precisa ser a mais cara, já comprei máscara de R$ 1,90”, conta.
 
Um dos perfis que ajuda nessa busca é o “PFF para todos”, que atua no Twitter e em um site próprio. Criado pelo estudante de direito Bruno Carvalho, 34, ele reúne uma lista de lojas físicas e online de todo o Brasil onde encontrar respiradores PFF2. “As pessoas procuram por máscara N95 em farmácias, mas o correto é procurar por PFF2 em lojas de equipamentos de proteção individual (EPI) e em lojas de material de construção”, dá a dica.
 
Com mais de 100 mil seguidores no Instagram, a página “Qual máscara?” dá instruções sobre como escolher a melhor proteção, seja ela de pano ou profissional. “Eu adoraria estar em um momento em que pudéssemos falar em cautela e pensar com calma sobre o uso de máscaras, mas as novas variantes do coronavírus nos preocupam muito e nos faz recomendar cada vez mais a PFF2. Uma pessoa com essa máscara protege uma cadeia de pessoas ao redor dela”, detalha uma das criadoras, a antropóloga e mestre em saúde coletiva Beatriz Klimeck, lamentando que não haja políticas públicas de distribuição de itens mais seguros. 
 
Um Projeto de Lei proposto pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), ainda não votado pelos parlamentares, prevê que o governo federal doe duas máscaras do tipo PFF2 para pessoas que recebem auxílio emergencial, integram o programa Bolsa Família ou têm acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).
 
Quais são os tipos de máscara?
 
De pano: a OMS recomenda máscaras de pano com três camadas de tecidos diferentes — o mais externo resistente à água e o mais interno que a absorva. 
PFF2: Equipamentos de Proteção Individual (EPI) equivalentes às N95. Pode ser resistente a óleo (com a sigla SL) ou não (com a sigla S). 
PFF1 e PFF3: são EPI, mas utilizadas na indústria.
KN95: máscara de padrão chinês. Especialistas não as recomendam, porque nem todas têm aval da Anvisa.
Máscara cirúrgica: filtra mais partículas que máscaras de pano. Como muitas vezes fica frouxa no rosto, uma alternativa é utilizá-la debaixo de uma máscara de pano mais ajustada.
Máscara antiviral: o tecido da máscara neutraliza o vírus, mas ela não é filtrante e não garante proteção total. Algumas evidências sugerem risco à saúde e ao meio ambiente devido à presença de íons de prata. 
Bandana e máscara de acrílico: não devem ser utilizadas, por ineficiência do material e da vedação.
Como garantir que a PFF2 é original?
 
Ela precisa ter o número do Certificado de Aprovação (CA) estampado na embalagem
 
Como utilizar a máscara corretamente?
 
Qualquer tipo de máscara precisa estar bem vedada para funcionar. O ideal são modelos que se prendem no meio da cabeça e na nuca, e não atrás da orelha. Coloque as mãos em frente e aos lados da máscara, respire devagar e observe se o ar escapa de alguma parte da máscara — se escapar, ela precisa ser ajustada melhor.
 


Fonte: O Tempo


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