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EPIs - Luvas, máscaras, óculos, toucas e aventais para se proteger do coronavírus: a história dos EPIs


26/05/20

 RIO — Na linha de frente da batalha contra o novo coronavírus, é fundamental que os profissionais de saúde tenham vasta oferta de equipamentos de proteção individual (EPI) de qualidade para assegurar a vida de todos. No entanto, itens como luvas, máscaras, óculos, toucas e aventais nem sempre estiveram associados à prática médica, sendo incorporados e aperfeiçoados ao longo dos anos.

 
Estima-se que o primeiro EPI atrelado a medicina foi visto já no final do século XIV, quando a pandemia da peste bubônica devastou áreas da Europa e da Ásia, tirando a vida de aproximadamente 200 milhões de pessoas. Naquela época, os médicos acreditavam que os doentes se contagiavam pelo “ar envenenado” e, com isso, se protegiam usando as icônicas máscaras de pássaro.
 
— O interessante é que essas máscaras também "transmitiam" a mensagem do temor que todos deveriam ter da doença. Esse item também tinha o significado de "afastar" o "mal invisível". Era muito simbolismo numa época de total desconhecimento de biologia e epidemiologia, e séculos depois as pessoas aprenderam que higiene nos remetia a um problema cultural — comenta Alfredo Guarischi, cirurgião e membro emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC).
 
O surgimento dos demais equipamentos, usados atualmente para minimizar o contágio entre os profissionais de saúde, está diretamente ligado aos procedimentos cirúrgicos. Num contexto em que havia poucos estudos acerca da medicina, observou-se que o uso das luvas cirúrgicas de borracha era eficiente para não transmitir patógenos aos pacientes nas operações. Dessa forma, foram criadas as máscaras de pano e, mais tarde, a touca, feita também de tecido lavável.
 
— Parte dessas coisas era para proteger o cirurgião, e a outra para proteger o paciente. No entanto, os profissionais daquela época não sabiam muito qual era a causa da proteção — diz Gonzalo Vecina, pesquisador do departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP. — A criação desses equipamentos também está relacionada ao conhecimento que se passa a ter sobre técnicas antissépticas, desenvolvidas por Joseph Lister em 1865, que reduziu muito a taxa de mortalidade. Anos mais tarde, foi criada a luva cirúrgica, e, como as pessoas perdiam muito cabelo nas cirurgias, surgiram as toucas.
 
Vecina também constata que a partir da Segunda Guerra Mundial a medicina ganha um novo rumo. Pesquisas foram desenvolvidas, conhecimento sobre formas de contaminação surgiram e protocolos de saúde foram criados. Nessa linha, também levando em conta o aumento da industrialização, os equipamentos de proteção individual foram aperfeiçoados em termos de material.
 
— No início do século passado, as máscaras eram um pano que se colocava no rosto para não tossir em alguém. Houve uma mudança que permaneceu até meados da década de 1990, quando as máscaras foram aperfeiçoadas com uma dupla camada de algodão, tendo uma trama do material de 210 gramas por metro quadrado e contendo clipe nasal, porque já existia o protocolo de não contaminar o campo cirúrgico — explica o pesquisador. — O problema é que essas máscaras ainda precisavam ser lavadas e esterilizadas, o que era uma prática que demandava muito dinheiro. Por isso houve essa transição de comprar EPIs descartáveis. Diminuiu muito o custo. Mais para frente, surgiu a máscara N95, que consegue fazer essa filtragem de algumas bactérias e vírus.
 
Um caso de amor que revolucionou a medicina
 
No final do século XIX, uma paixão platônica entre um cirurgião e a enfermeira que o auxiliava nas operações deu início ao uso das primeiras luvas cirúrgicas pela classe médica.
 
Soluções à base de fenol eram utilizadas para desinfetar as mãos dos médicos antes das cirurgias. Caroline Hampton, enfermeira recém-formada na época, desenvolveu uma severa dermatite de contato nos membros superiores por conta desses antissépticos. O cirurgião William Halsted, apaixonado por Caroline, preocupado com sua alergia e reconhecendo sua eficiência como profissional, solicitou a produção de dois pares de luvas de borracha para que ela pudesse mergulhar as mãos no fluido sem se machucar. Logo, o item começou a ser visto como essencial por toda equipe do hospital e, mais tarde, pelo mundo.
 
Não existia EPI na época da gripe espanhola
 


Fonte: Yahoo Notícias


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