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SST - Gás amônia nos frigoríficos pode levar trabalhadores à morte


15/03/19

 Todos os dias, os trabalhadores, quando do início do trabalho, até o seu término, se deparam com a rotina de acidentes nos frigoríficos.

 
São várias ocorrências e, a maioria delas passa como se nada tivesse ocorrido. São casos de dedo prensado, um corte pequeno, e, onde há uma enfermaria, são dados alguns analgésicos, feito um sutura, ou enfaixado um dedo, um braço, e acaba ficando por isso mesmo. O trabalhador volta a sua rotina de trabalho. Não é emitido o Comunicado de Acidentes do Trabalho (CAT).
 
Também existe o setor da casa de máquinas, onde o operário tem que lidar com o gás que refrigera as câmaras frias. Este gás causa sequelas irreparáveis aos trabalhadores.
 
Um trabalhador, que não quis se identificar, que cuidava da manutenção, na casa de máquinas, vive hoje em péssimas condições, devido ao contato diário com o gás amônia, conforme relatou ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carne, Derivados e do Frio no Estado de São Paulo.
 
Ele diz que “é praticamente impossível eliminar por completo a dispersão total do gás amônia dos cilindros, pelo menos é o que se via no cardeal e em outros frigoríficos, como o Barontini, por exemplo, onde eu conhecia um dos funcionários de lá”.
 
As ocorrências em virtude do problema com amônia é rotineira, todos os dias existem incidentes envolvendo o gás que, pode ser letal e deixa sequelas irreparáveis.
 
Não há muita divulgação dos diversos acidentes, pois os patrões procuram a todo o custo, ocultar os inúmeros acidentes dentro de seus frigoríficos, e, por isso, quando tem acidente, sempre divulgam notas de que as pessoas foram socorridas e passam bem.
 
Como a fatalidade de um trabalhador de 27 anos, Henrique Nunes Rizo, que trabalhava em uma empresa em Japurá, cidade do Paraná, o jovem fazia manutenção em uma das maquinas da indústria quando houve o vazamento da amônia ele caiu desacordado, vindo há falecer uma hora depois.
 
A situação nos frigoríficos, com relação ao amônia é, também, o risco constante de explosão, podendo atingir uma população inteira de um bairro com um raio de mais de dois quilômetros, ou seja, o frigorífico é de certa forma, um local onde a todo o momento pode ocorrer uma catástrofe, principalmente porque não há nenhuma preocupação de seus donos quanto a seus funcionários e seus vizinhos, desde que não seja afetado os seus lucros.


Fonte: Causa Operária


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