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Explosão - Maior acidente do setor petroleiro no Espírito Santo completa quatro anos


07/03/19

 Explosão de navio-plataforma matou nove trabalhadores. Famílias alegam ainda não terem sido indenizadas

 
Neste dia 11 de fevereiro, completa-se quatro anos do maior acidente da área de petróleo no Espírito Santo, que ocorreu com a explosão da plataforma FPSO Cidade de São Mateus, matando nove trabalhadores e deixando 26 feridos.
 
O caso foi um dos mais graves da história da indústria petroleira no país e teve repercussão na imprensa nacional. A plataforma operada pela empresa norueguesa BW Offshore, terceirizada da Petrobras, se encontrava a cerca de 40 quilômetros do litoral, na altura do município de Aracruz, norte do Espírito Santo. As últimas vítimas identificadas só foram encontradas quase 20 dias depois do acidente.
 
A explosão foi causada pelo vazamento de substância inflamável de um dos tanques do navio, seguida de uma sucessão de erros de procedimentos, além de uma peça inadequada às especificações que também contribuiu para o desastre. O Ministério Público Federal denunciou três pessoas apontadas como responsáveis, dois filipinos e um russo.
 
Para não deixar a data cair no esquecimento, o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES) realizou, nesta segunda-feira (11), ações em memória dos mortos e cobrando melhorias na segurança do trabalho. “Não podemos esquecer os nossos companheiros que morreram ou que se acidentaram por conta de pressões de gestores ou por falta de fiscalização ou segurança”, disse nota do sindicato.
 
A entidade elaborou um informativo que foi distribuído no Aeroporto de Vitória, no local de onde saem os helicópteros que levam os petroleiros que trabalham embarcados. “Queremos alertar os trabalhadores sobre a importância do direito de recusa, de denunciar a precarização das empresas. Infelizmente para a empresa a vida tem um custo, que é o da indenização. Mas acreditamos que uma vida não tem preço. Por isso fizemos um ato para lembrar do acidente, não deixar que seja esquecido”, disse Valnisio Hoffmann, diretor de Comunicação do Sindipetro-ES.
 
Ele lembra que o risco continua. “Há um risco controlado e estamos trabalhando sobre uma bomba relógio. É uma bomba sob controle, mas aí que reside o risco, quando você se acomoda, já não enxerga o perigo”, alertou.
 
Os sindicalistas também panfletaram em frente à sede da Petrobras em Vitória. “Até hoje a Petrobras nem a BW Offshore informaram como está o andamento das indenizações. O que nós temos conhecimento por meio de algumas famílias é que a maioria delas ainda não foi indenizada”.
 
Hoffmann entende que a responsabilidade sobre o acidente recai sobre ambas empresas, já que a BW operava e a Petrobras tinha função de fiscalização. “É importante lembrar a questão da privatização. A Petrobras tem adotado a política de aumentar terceirizadas e diminuir plataformas próprias. Com as plataformas terceirizadas, além da empresa não desenvolver uma política nacional, usa trabalhadores mais precarizados, sem plenos direitos”.


Fonte: Século Diário


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