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Retorno - Serralheiro que levou choque 270 vezes maior que voltagem da tomada trabalha com "cabeça aberta", diz mãe


01/02/19

 Jovem voltou a trabalhar quase 10 meses após o acidente. Pai dele também sofreu um AVC neste período e agora mãe pede ajuda para finalizar obra da casa da família em MS.

 
Quase dez meses se passaram após o acidente, que deixou o serralheiro Geison Mayk Ferreira da Silva, de 27 anos, internado por 41 dias na ala de queimados da Santa Casa, ao levar uma descarga elétrica de 34,5 mil volts, algo equivalente a 270 vezes maior do que a voltagem da tomada. No entanto, o retorno para casa, não foi como ele queria. A mãe lamenta muito o ocorrido e diz que o jovem voltou a trabalhar, mesmo com a "cabeça aberta".
 
"Minha esposa me deixou e tive que voltar a trabalhar, pois, preciso pagar pensão dos meus quatro filhos. Eu tive que voltar a morar com a minha mãe e, no meio disso tudo, meu pai sofreu um novo AVC [Acidente Vascular Cerebral] e ficou com um lado paralisado, sem poder trabalhar também. Minha mãe é quem cuida dele e me ajuda também. O sonho dela é terminar a obra da nossa casa", disse ao G1 Geison.
 
De acordo com a assessoria de imprensa da Santa Casa, Geison retornou para curativos de março a junho do ano anterior. No mês seguinte, a médica pediu exames de risco cirúrgico e, em julho e agosto, foi gerada uma "autorização para internação hospitalar". O paciente então passará por uma reconstrução, que é um procedimento da cirurgia plástica, agendada para às 13h (de MS), do dia 23 de janeiro deste ano.
 
Quando a mãe do paciente, Maria Aparecida Pereira de Souza, de 53 anos, fala o termo "cabeça aberta", ainda conforme a assessoria do hospital, ela não está errada. Ou seja, o paciente passou por avaliações e não possui infecção. O que houve é que o choque causou múltiplas fraturas, queimando "de dentro para fora", sendo necessário a reconstrução do nariz, ocular, maxilar e a exposição craniana.
 
Maria Aparecida conta que, mesmo com todos os problemas, o filho não desistiu de trabalhar. "Ele está na fila da cirurgia, com a cabeça aberta. E ainda tem o pé dele, por trabalhar com sapato fechado, também saiu parte do enxerto. Do outro lado, está o meu marido, um homem forte de 58 anos, que trabalhava na fazenda e, infelizmente, está nesta situação agora. Nós não temos outro jeito senão recorrer a ajuda das pessoas", afirmou.
 
Durante o tratamento do esposo, Maria Aparecida também disse que foi necessário um fisioterapeuta e fonoaudiólgo. "Já pedi ajuda em diversos lugares da saúde, mas, ainda não conseguimos. E o meu maior sonho é construir um banheiro para ele e também finalizar o quarto do Mayk. Depois dos problemas de saúde deles, ficou tudo amontoado e precisamos dos materiais de construção", explicou.
 
Para finalizar a obra, ele pede doação de tijolos, pacotes de cimento, areia, pedra, telhas, pia, piso, tanque e o encanamento. Quem quiser ajudar pode ligar no telefone: (67) 99861 - 3611.
 
Entenda o caso
 
Segundo Geison, o trabalho era um “bico” porque ele não tinha recebido do primeiro patrão. “Eu trabalhava em uma empresa no Jardim Itamaracá. O responsável lá atrasou os salários e, de um dia para o outro, pegou todo o maquinário e foi embora. Até hoje não tenho notícia do paradeiro dele e fiquei sem receber R$ 2,5 mil. Por conta disso, tive que procurar outras coisas, fazendo serviços de jardinagem e serralheria”, explicou Geison.
 
Houve então uma oportunidade temporário de trabalho e a vítima se deslocou para uma chácara, perto da BR-163, a 50 km de Campo Grande. “Nós estávamos fazendo um barracão neste local. Era o terceiro dia de trabalho, todo mundo já tinha saído e eu estava colocando a última telha. Todos nós trabalhávamos abaixados, com a eletricidade improvisada deste fio de alta-tensão. Fizemos o esqueleto e depois já estava na fase final. Eu fui pegar o parafuso no meu bolso e, um pouco que levantei, tive esse fio encostado na minha cabeça”, disse na ocasião.
 
O choque foi tamanho que Mayk diz ficar desmaiado em quase todo o trajeto para o hospital. “Eu acordei quando o Corpo de Bombeiros estava na Costa e Silva. Nós cortamos os fios, aquilo foi uma gambiarra. Agora eu só quero melhorar, sair daqui. Tenho 4 filhos, esposa, aluguel, mas, nunca precisei de ninguém. Neste momento, infelizmente, dependo de ajuda”, comentou Ferreira.
 
Na ocasião, a assessoria de imprensa da Santa Casa explicou que Mayk teve a amputação de 3 dedos, além de queimaduras que atingiram os ombros, cabeça, dorso, tórax e membros inferiores, todos do lado esquerdo.
 
Alta tensão
A concessionária da distribuição de energia elétrica no estado – Energisa – comparou o nível da voltagem (tensão) à tomada residencial comum, que possui a tensão de 127 volts ou 220 volts, conforme a ligação que tiver no imóvel. De acordo com a assessoria, o choque que o serralheiro levou, de 34,5 mil volts, se equipara a mais de 270 vezes o valor da tensão das tomadas residenciais.
 
A concessionária informa que, quanto maior a tensão, maior é o risco de choque elétrico, e reforça para que a população não se aproxime dos fios e cabos condutores de energia, considerando sempre que podem estar energizados. Nestes casos, a orientação é entrar em contato, imediatamente, com a empresa por meio do telefone 0800 722 7272.


Fonte: G1 - Mato Grosso do Sul


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