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Plantonistas - Profissionais se arriscam no serviço em plantões longe da família


04/01/19

 Para muitos trabalhadores, a noite de Natal é um momento singular de reunir toda a família em uma grande festa de confraternização. No entanto, existem aqueles profissionais que nesse dia vão estar em plena atividade, arriscando suas vidas, longe do conforto do lar e dos entes queridos. 

 
O Repórter MT conversou com o agente penitenciário Windson Max, 33 anos; e com enfermeiro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Rodrigo Pereira Costa, 37 anos, para saber um pouco como funciona a rotina desses profissionais entre os dias 24 e 25 de dezembro.
 
No caso de Max – que trabalha há  6 anos na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá – a festa de natal é uma grande tradição de famíliA. Neste ano, eles irão se reunir em uma chácara alugada na região do Coxipó, na capital. Serão mais de 30 pessoas – avós, tios, padrinhos e primos – vindos de cidades como São Paulo e Belo Horizonte. Mas a ceia não contará com um dos seus anfitriões, que estará de plantão na PCE.
 
Max lamenta um pouco a situação, principalmente por causa da filha de 7 anos, que sempre passa o Natal com ele. “São ossos do ofício. Foi A profissão que escolhi”, completa.
 
Enfermeiro Rodrigo Perereira trabalha há 12 anos no Samu de Cuiabá
 
Na PCE, o plantão de Natal requer um pouco mais de cuidado do que o de costume, pois, segundo o agente penitenciário “é uma época que todo mundo quer sair”. A direção da unidade já instruiu como os profissionais devem trabalhar nesse dia.
 
Max vai passar a noite na companhia de 40 colegas e de 2.400 detentos (o presídio tem a capacidade para 800). Mas ele destaca que a comemoração não passará totalmente em branco, pois haverá uma ceia – provavelmente um porco assado – que será bancada pela Associação dos Servidores da Penitenciária Central (Aspe), que também realiza uma série de ações sociais com os presos.
 
Nesses seis anos que trabalha na PCE, o agente penitenciário lembra que sempre na época das datas comemorativas – Natal, Dias dos Pais, Dias das Mães – muitos presos ficam comovidos e isso possibilita uma relação de respeito e proximidade entre os profissionais e os detentos.
 
“Alguns você percebe que é mais jogo de cena. Que na verdade está aproveitando uma oportunidade pra sensibilizar e dizer que está reabilitado. Mas você também consegue perceber a sinceridade em muitos. Quando tem o Dia das Mães, por exemplo, alguns choram dizendo que não querem mais a vida do crime. No Dias dos Pais, a associação ajuda os filhos a confeccionar cartinhas para os pais detentos e muito ficam emocionados também”, conta.
 
Samu
 
Em 12 anos de profissão, o enfermeiro Rodrigo já enfrentou muitos plantões de natais longe da família, socorrendo vítimas de violência e acidentes de trânsito em Cuiabá pelo Samu.
 
Nesse período, as ocorrências de violência – homicídios, brigas de bar – e de acidentes de trânsito, motivados por embriaguez, praticamente dobram na cidade. As histórias nesse sentido são muitas.
 
Uma delas, que marcou o profissional, aconteceu no plantão de natal do ano passado, quando Rodrigo atendeu uma ocorrência de capotamento na qual o motorista ficou preso às ferragens. Foi um trabalho difícil em que a equipe teve que agir rápido para retirar a vítima do carro e encaminhá-la ao hospital ainda com vida.
 
Lembra que se sentiu muito realizado com o trabalho. “Um dia que a profissão fez muito sentido pra mim”, avalia. “Acidente é sempre trágico. Mas, por outro lado, eu e meus colegas ficamos muito satisfeitos, porque concluímos a ocorrência com sucesso. Salvamos uma vida”, comemora.
 
Rodrigo garante que já se habituou à movimentação do final de ano. O que ele mais sente mesmo é não poder passar a ceia de Natal com a esposa e as filhas de 14 e 8 anos de idade. O enfermeiro ressalta que é muito ligado à família. Se não fosse o plantão, passaria o natal com a mulher e as filhas na casa da mãe.
 
“A nossa profissão é assim mesmo. Mas os plantonistas desse dia sempre dão um jeito de comemorar o Natal. Por volta da meia noite, quando as ocorrências diminuem, a gente faz uma pausa para a ceia”, explica. 
 
Rodrigo trabalha no Complexo Regulador das Urgências (CRU) do Samu, que fica na Rua Comandante Costa, no Centro de Cuiabá. O local é responsável por direcionar e fazer as triagens de ocorrências nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Poconé , Colniza, Brasnorte, Aripuanã e Cotriguaçu.
 
Só neste ano, de janeiro a setembro, o Samu atendeu 18.501 ocorrências em Mato Grosso – grande parte delas envolvendo violência urbana e acidente de trânsito nas cidades e nas rodovias.


Fonte: Mato Grosso Mais


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