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SST - Congresso sul-mato-grossense sobre violências no trabalho é aberto em Corumbá


19/11/18

 O Anfiteatro Salomão Baruki, no Campus Pantanal da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, foi palco da abertura do Congresso Sul-Mato-Grossense sobre Violências no Trabalho: Enfrentamento e Superação, na noite dessa segunda-feira (12).

 
O evento, realizado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região e instituições parceiras, foi aberto pelo desembargador Francisco das C. Lima Filho, que lamentou o aumento dos casos de violência no trabalho, nos últimos anos. "O tema é muito oportuno porque o Brasil atravessa uma das piores crises de desemprego, situação muito propensa a acontecer acidentes de trabalho", pontua o des. Francisco.
 
A temática do congresso foi definida como tema para o biênio 2018-2020 pelo Programa Trabalho Seguro, do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST). O gestor regional do Programa, juiz do trabalho Márcio Alexandre da Silva, destacou que apesar de em 2018 celebrarmos os 130 anos da assinatura da Lei Áurea e 30 anos da promulgação da Constituição Federal, ainda são alarmantes o trabalho infantil, o trabalho escravo contemporâneo e as mais diversas formas de violência no trabalho.
 
"Basta dizer que em nosso país existem atualmente 2,7 milhões de adolescentes e crianças em situação irregular de trabalho. Desse total, quase 100 mil crianças com idade entre 5 e 9 anos trabalham quando, por lei, deveriam estar apenas estudando e brincando", enfatizou o magistrado.
 
Outro dado oficial preocupante indica que nos últimos 20 anos mais de 50 mil trabalhadores em situação análoga à de escravos foram resgatados pelos auditores-fiscais do trabalho e membros do Ministério Público.
 
Para a psicóloga e professora da UFMS Vanessa Neumann Figueiredo, o mundo do trabalho tem se caracterizado pelo aumento de práticas sociais desumanas, de constrangimentos e ameaças visando a produtividade e o lucro. "Em um contexto em que vigora a desestruturação da solidariedade e a alta taxa de desemprego, tem-se tornado comum o individualismo e a banalização da injustiça, criando um espaço que facilita o surgimento de novas formas de patologias relacionadas ao trabalho, entre elas a violência psicológica, o assédio e o suicídio", afirma Vanessa.
 
A conferência da noite abordou o tema "Trabalhe, e cale-se! O silêncio gritante nas situações de violência". A professora doutora Ana Magnólia Bezerra Mendes da Universidade de Brasília trouxe informações de seu grupo de pesquisa que vem estudando o adoecimento no ambiente de trabalho, sobretudo em decorrência do assédio moral, que em casos mais graves levam ao suicídio. "A patologia da indiferença produzida pelos discursos tirânicos acarreta nesse silêncio gritante que faz com que o trabalhador não consiga nem falar. Daí vem o trabalhe e cale-se!", explica a professora.
 
Programação
O evento vai reunir até esta terça-feira (13), profissionais de diferentes áreas para discutir questões relacionadas ao assédio moral, assédio sexual, discriminações de gênero, violência organizacional, trabalho infantil e trabalho escravo e as formas de atuação em defesa da saúde, dos direitos humanos e sociais do trabalhador.
 
O Congresso Sul-Mato-Grossense sobre Violências no Trabalho: Enfrentamento e Superação é uma realização do TRT/MS, por meio do Programa Nacional de Prevenção de Acidente de Trabalho, da UFMS, do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul e do Laboratório de Saúde Mental do Trabalhador.
 
Na terça-feira (13), pela manhã, haverá duas mesas redondas. A primeira, sobre acidentes de trabalho, terá a participação dos magistrados do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso do Sul, desembargador Francisco das C. Lima Filho e juiz Márcio Alexandre da Silva. A segunda discussão será o trabalho infantil, tema abordado por Marinalva Cardoso Dantas, que é Chefe da Divisão de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador da SIT (Secretaria de Inspeção do Trabalho) do Ministério do Trabalho. A palestrante é pioneira e tem uma história de mais de três décadas de forte combate aos trabalhos infantil e escravo no Brasil. Também participará da discussão a Oficial Técnica em Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Thaís Dumêt Faria.
 
À tarde, será realizada uma roda de conversa sobre assédio moral e terá a mesa redonda sobre sofrimento psíquico, servidão e violência no trabalho, com participação do desembargador do trabalho André Luís Moraes de Oliveira do TRT/MS. Fechando a programação, o médico e doutor Álvaro Crespo Melo da UFRGS vai abordar o tema "Quando o copo transborda: suicídios no trabalho".
 
Na segunda-feira ao longo do dia foram realizados minicursos e exposição de trabalhos.


Fonte: Correio de Corumbá


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