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SST - Encontro macrorregional capacita gestores quanto a violência na saúde pública


27/08/18

 Situação da violência reflete diretamente nos serviços de saúde.

 
Um encontro macrorregional nessa quinta-feira (16) no campus do Centro Universitário Integrado reuniu um grande número de profissionais da saúde, Creas, Cras, e Seju para capacitação dos servidores quanto aos reflexos da violência nos serviços de saúde pública. Participaram do evento representantes das Regionais de Saúde de Campo Mourão; Paranavaí; Maringá; e Cianorte.
 
"Estamos tentando fazer uma sensibilização para dar transparência à questão da violência que se tornou um problema de saúde pública. O problema precisa de visualização porque a violência perpassa todos os canais da sociedade e ‘estoura’ na saúde", comentou a enfermeira da Vigilância Epidemiológica da 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão, Anne Kulik, responsável pelo setor que trata sobre o agravo de violência interpessoal e provocada.
 
Durante a manhã foram realizadas palestras e na parte da tarde oficinas de notificação com os profissionais. Anne Kulik comentou que a questão da violência reflete diretamente nos serviços de saúde gerando o sobrecarregando das unidades de saúde e leitos de hospitais, causando altos custos para o serviço. "Quantos acidentes de trânsito são registrados todos os dias, temos também a questão dos feminicídios, agressões físicas, ferimentos por armas de fogo, entre outros. Todas essas situações ‘desembocam’ na saúde e a sociedade é quem paga a conta", frisou.
 
Segundo a enfermeira, existe um número muito grande de subnotificações destes eventos em toda a região, o que dificulta dados precisos que podem ser utilizados na elaboração de políticas públicas para o problema. "Nós precisamos ter a real situação do que acontece. Porque essa notificação vai favorecer para uma cultura da paz. Através destas notificações é que vamos conseguir elaborar mais políticas públicas de saúde, vamos saber onde está acontecendo essa violência, quais são os setores que necessitam de intervenção pública, e qual faixa etária acontece", argumentou. Ela disse que já existe uma rede formalizada, mas ainda não está sendo habitualmente utilizada pelos sistemas que a compõe. "É isso também que estamos tentando fazer, a funcionalidade desta rede", emendou.
 
Na região da Comcam, até junho deste ano foram notificados 123 casos de violência, que envolve agressões físicas, estupros, negligência de cuidados com idosos, abandono de criança entre outros. Porém, conforme Anne Kulik, os números podem ser muito maiores, já que nem todos os casos são devidamente notificados. "É por isso que estamos fazendo esta capacitação, para despertar e sensibilizar a importância dos registros e notificações dos casos de violência", acrescentou.
 
O psicólogo da secretaria de Estado da Saúde, do Centro de Epidemiologia do Paraná, Emerson Luiz Peres, apresentou uma palestra aos profissionais sobre a importância do trabalho intersetorial e da notificação da violência interpessoal e provocada. Segundo ele, é necessário que em todas as políticas públicas que trabalham com pessoas que sofrem a situação da violência que haja a notificação.
 
"Se o profissional atende casos e não preenche a ficha de notificação não tomamos conhecimento dele e da sua complexidade. Por fim não são inclusos em uma rede de proteção e não tem acompanhamento, o que dificulta a elaboração de dados estatísticos para pensar em política pública de prevenção", explicou.
 
Segundo ele, a partir de 2008 o Ministério da Saúde (MS) lançou a ficha de notificação e gradativamente os municípios vêm passando por capacitações para notificação da violência. "Tem aumentado o número de notificações de violência, mas não quer dizer que a violência aumentou, mas sim que os profissionais estão mais sensíveis para registar os casos, o que é positivo", argumentou. Ele acrescentou que a violência gera custos muito grandes para a saúde com internações, medicação, e reabilitação da vítima. "Por isso é importante a gente entender o número de casos e trabalhar com eles", ressaltou.


Fonte: Tribuna do Interior (Campo Mourão)


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