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Acidentes de trânsito - Deixar de agir é um crime


09/06/18

 Pesquisadores deixam bem claro que a relação entre acidentes e infraestrutura rodoviária, embora de grande e evidente importância, é apenas uma das que devem ser consideradas

 
O Brasil continua a deter o triste título de um dos países com maior número de mortos em acidentes de trânsito – mais de 40 mil por ano –, o que torna esse problema uma verdadeira tragédia nacional. Um estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), que acaba de ser divulgado, traz novos e importantes dados sobre algumas das principais causas desses acidentes, que podem orientar a adoção de medidas capazes de pelo menos minorar a gravidade do problema num prazo relativamente curto, dependendo do empenho das autoridades das quais elas dependem.
 
O estudo – Transporte Rodoviário: acidentes rodoviários e a infraestrutura – abrange o período de 2007 a 2017 e considera apenas as rodovias federais policiadas, mas essas limitações não impedem que o objeto do estudo constitua uma amostra altamente representativa do conjunto da questão. Os pesquisadores deixam bem claro que a relação entre acidentes e infraestrutura rodoviária, embora de grande e evidente importância, é apenas uma das que devem ser consideradas entre as várias causas responsáveis pela tragédia do trânsito.
 
Os números levantados são impressionantes. Somente naquelas rodovias e no período escolhido, foi registrado 1,65 milhão de acidentes, o que dá uma média de 411,3 por dia, com 83.481 mortos (média de 20,8 por dia). Em termos comparativos, o atual índice de mortos em acidentes de trânsito, de cerca de 19 por 100 mil habitantes, equivale aos índices do ano de 1982 dos países desenvolvidos, o que significa que nosso atraso em relação a eles é de 35 anos. Nessas mais de três décadas, muito pouco foi feito para melhorar a segurança do transporte rodoviário, embora ele seja o mais utilizado no Brasil para o deslocamento de pessoas e de cargas.
 
Esse descaso fica claro em alguns outros dados. Nos últimos 10 anos, a frota de veículos cresceu rapidamente, com aumento de 95,6%, enquanto o crescimento da malha rodoviária federal não passou de minguados 11,3%. Sem contar que a manutenção da malha existente é notoriamente de má qualidade. Calcula-se que, em 2017, os custos decorrentes dos acidentes, com mortos e feridos, foi de R$ 10,7 bilhões. E os investimentos federais em rodovias foram, no mesmo ano, de apenas R$ 7,9 bilhões.
 
O levantamento das informações referentes à ligação entre acidentes e a infraestrutura, ponto central do trabalho, é por isso mesmo um dos que mais chamam a atenção. Ao contrário do que se poderia imaginar, é nos trechos com pavimento considerado bom ou ótimo que ocorre o maior número de acidentes graves – 11,2 mortes para cada 100 acidentes, número que cai para 7,7 nas rodovias com pistas em péssimo estado.
 
Isso ocorre por duas razões principais. As boas pistas possibilitam aos motoristas desenvolver maior velocidade, mas esse fato isolado não explica o elevado número de acidentes. Isso não acontece nas rodovias dos países desenvolvidos, porque nelas tanto o pavimento como a sinalização são de alta qualidade. Aqui, a sinalização é péssima e, por isso, é responsável pelo maior número de mortes em acidentes. Nos trechos em que a sinalização é péssima, o índice é de 13 mortes por 100 acidentes, número que cai para 8,5 nos trechos em que ela é ótima.
 
O que choca nesse caso é que, como assinala o estudo da CNT, medidas simples e baratas de melhoria da sinalização – em todas as rodovias, as boas e as ruins – poderiam “reduzir em grande escala o número e a gravidade de acidentes com óbitos”.
 
Esses e vários outros dados do estudo – como a indicação dos 100 trechos de rodovias nos quais se registra o maior número de acidentes com mortes – são elementos simples, precisos e objetivos, capazes de orientar a ação das autoridades para a redução de acidentes, se elas estiverem dispostas a isso. Um trabalho como esse deveria ter sido feito pelo próprio governo federal, que se omitiu irresponsavelmente nas últimas administrações. Como se vê pelo número de mortos, deixar de agir para aumentar a segurança nas estradas é um crime.
 


Fonte: Estadão


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