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EPI - Denúncia de salões de beleza alerta para uso de equipamento de proteção


10/05/17

Proprietários de dois estabelecimentos de Campo Grande foram denunciados por não exigirem de seus funcionários o uso de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) durante procedimentos com produtos químicos, como alisamento, coloração e descoloração.
 
Durante a realização desses serviços estéticos é obrigatório o uso de máscaras, luvas e óculos para não expor os profissinais aos componente químicos, conforme resolução n° 196, da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), que dispõe sobre o regulamento técnico para o funcionamento do serviço de estética e de embelezamento, e ainda norma regulamentora nº 6, do Ministério do Trabalho, que estabelece regras à proteção desses funcionários. 
 
As queixas foram levadas ao Sindiprocab (Sindicato dos Proprietários e Salões de Barbeiros, Cabeleireiros e Esteticistas Autônomos de Mato Grosso do Sul) que, anualmente, recebe cerca de 60 denúncias de estabelecimentos que não incentivam o uso de EPIs dos profissionais.
 
“Quando recebemos denúncias, tentamos primeiro o diálogo com o proprietário ou administrador do negócio, explicando sobre a importância do uso de equipamentos de proteção. Se não tiver solução, solicitamos suporte da Vigilância Sanitária”, afirma a presidente da entidade, Lucimar Roza.
 
Ela acredita que pelo menos três mortes de cabeleireiros da Capital, que aconteceram em 2016 e 2017, estariam relacionadas à exposição das vítimas com componentes tóxicos. “Soube que eles trabalhavam em lugares fechados e faziam serviços estéticos com uso de química sem proteção nas mãos, nariz, boca e olhos”, relata. “É praticamente um crime o empresário não cobrar isso dos seus funcionários”, pontua.
 
Em um deles, localizado em centro comercial da Avenida Afonso Pena, foi feito investimento em 2 exaustores portáteis próprios para procedimentos de alisamento de cabelos.
 
“Como o local é pequeno e fechado, sem janelas, ligamos os aparelhos toda vez que usamos secador e chapinha, que exalam a fumaça muito forte do produto”, disse a sócia-proprietária, Ivani Aparecida Cenali, 56.
 
Em outra empresa, a aposta também foi no sistema de exaustão, que custou aproximadamente R$ 32 mil. “As clientes começaram a reclamar muito, porque ficavam quase 20 profissionais fazendo química ao mesmo tempo e era uma fumaça terrível, de arder os olhos. Agora os dois equipamentos instalados renovam o ar e deixam o ambiente fresco”, disse a empresária Rosiane Soto Lopes, 31.
 
Ela afirma que a Vigilância Sanitária faz vistoria no local a cada 3 meses e que acha essa fiscalização importante para garantir a segurança de clientes e funcionários. “Também comprei uma autoclave, que me foi exigido”, disse.
 
Em nenhum dos salões os funcionários usavam máscaras.
 
De acordo com a assessoria de imprensa da Vigilância Sanitária, as vistorias são realizadas pelo Sefis (Serviço de Fiscalização de Estabelecimentos de Interesse à Saúde), setor responsável por fiscalizar o cumprimento da regulamentação.
 
"Todas essas ações são programadas a partir de um mapeamento dos salões, que são fiscalizados diariamente", informou. No entanto, a assessoria não repassou outras informações solicitadas pelo Campo Grande News, entre elas o número de estabelecimentos na Capital notificados nos últimos anos e punições aos proprietários.  
 
O objetivo é conscientizar empresários, profissionais e consumidores sobre os riscos de não se usar equipamentos de proteção.
 
“Queremos atingir principalmente salões de estética que ficam em lugares fechados, como apartamentos e galerias comerciais, sem nenhuma ventilação, apenas com ar condicionado. Ficam lá dezenas de profissionais, respirando químicas de procedimentos como coloração, descoloração, escova progressiva, esmaltação, unhas em gel, que muitas vezes são realizados no mesmo ambiente”, explica a presidente. 
 
De acordo com Lucimar, muitos problemas de saúde são comuns em pessoas que atuam nesse ramo, como dores na coluna, descolamento de retina, dermatites, complicações respiratórias e alergias que causam coriza, ressecamento na garganta e olhos avermelhados.
 
“Eu mesma adquiri uma catarara invertida em 2007 que, segundo o oftalmologista, foi adquirida pelo contato com produtos químicos”, conta.
 
Atualmente, existem 15 mil estabelecimentos de estética em Campo Grande e 32 mil profissionais registrados, entre cabeleireiros, depiladores, maquiadores, pedicures, manicures e designers.


Fonte: Campo Grande News


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