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Combate ao bioterrorismo


10/12/02

O Dr. Alan Zelicoff está disposto a fazer o que for possível para combater o bioterrorismo. Este médico e pesquisador de Albuquerque acaba de voltar da Convenção da OTAN, em Praga, onde tentou convencer o presidente Bush e os outros 19 países representados de que a melhor maneira de proteger as pessoas de um ataque com armas biológicas é uma rede global de vigilância de saúde. Zelicoff, um ex-médico residente que agora é pesquisador sênior dos Laboratórios Nacionais Sandia do governo americano, disse que os atuais sistemas de alerta de doenças são lentos e aleatórios demais para um mundo sob a constante ameaça de ataques bioterroristas. De acordo com ele, médicos como a sua esposa descobrem o surgimento de epidemias ao lerem os jornais no dia seguinte. As autoridades de saúde pública só recebem as informações depois que os médicos confirmam casos de doença, o que é um processo lento demais para conter o avanço de bactérias como a que causa o antraz. O sistema de relatório é baseado em papel, disse Zelicoff, e raramente carrega informações das autoridades de volta aos médicos que de fato tratam os pacientes. "O sistema atual parece ter sido cuidadosamente criado para falhar", disse Zelicoff. A solução para o problema, afirma o cientista, é enviar as informações a respeito dos sintomas aos epidemiologistas assim que os pacientes chegam às clínicas, salas de emergência e consultórios médicos - muito antes dos diagnósticos serem feitos. "Médicos não dão atenção à população, e sim àquela pessoa da qual estão cuidando", disse Zelicoff. "Por outro lado, os epidemiologistas não prestam atenção em cada caso separadamente, mas vêem apenas a população como um todo. Assim, tem-se uma discrepância". Acelerar o processo de relatório é vital para limitar o alastramento de doenças infecciosas, diz Amy Kelchner, porta-voz do Departamento de Saúde da Pensilvânia. "Quanto mais rápido uma tendência for identificada e contida, mais rápido as vidas estarão sendo salvas", disse. A fim de permitir o fluxo de informação em duas vias, Zelicoff criou um aplicativo de banco de dados baseado na Internet chamado Rapid Syndrome Validation Project, ou RVSP. Os médicos e clínicos usam uma tela sensível ao toque para escolher itens como "febre" e "erupções na pele" num menu de sintomas. O sistema não lista informações pessoais sobre os pacientes, a não ser pela sua faixa etária e CEP. Um mapa de "pontos quentes" (locais onde muitos pacientes apresentaram os mesmos sintomas) é mostrado, permitindo que as autoridades tomas as providências necessárias. O sistema também oferece informações atualizadas diariamente vindas dos principais serviços de notícias epidemiológicas do mundo. O RSVP foi recentemente instalado em 16 clínicas e hospitais no Texas e no Novo México. Zelicoff espera que um dia o sistema seja usado para combater doenças no mundo todo. Em agosto, o Senado americano aprovou uma lei que destina US$ 150 milhões nos próximos dois anos para a instalação dos equipamentos necessários para acessar redes como a do RSVP em países em desenvolvimento. Já que a Câmara dos Deputados americana já encerrou suas atividades para 2002, o financiamento ainda aguarda a aprovação definitiva. Tigi Ward, coordenadora de saúde pública da cidade de Lubbock, no Texas, disse que os clínicos de sua agência rapidamente compreenderam o valor do RSVP, que foi instalado em setembro. Ward recentemente emitiu um alerta depois de detectar 19 casos de shigelose, uma infecção provocada por bactérias, em uma semana. Em vez de tentar entrar em contato com os hospitais e clínicas por fax, ela reportou os casos usando o novo sistema, que alertou todos os médicos na região. Ward disse que, se o sistema fosse instalado internacionalmente, seria muito mas fácil identificar agentes patogênicos contraídos por pessoas que viajaram recentemente. "Eu costumava achar que seria interessante saber o que está acontecendo em Moçambique", conta. "Mas com a ameaça de bioterrorismo e o fato de as populações estarem cada vez mais móveis, isto está se tornando essencial".


Fonte: Wired News


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