página inicial   |    quem somos   |    como pesquisar   |    anuncie   |    fale conosco
     Agenda:      Feiras    /    Cursos Presenciais    /    Eventos                                                                                     Receba o Viaseg News
PESQUISA RÁPIDA:
produto ou serviço:


Armas de Destruição em Massa


03/11/02

A NFPA tem um papel chave na proteção das pessoas que dão o primeiro atendimento a emergências envolvendo atos terroristas.

Talvez o início seja um simples telefonema aos serviços de emergência médica, pedindo ajuda para alguém com dificuldade de respirar. Nenhum barulho de explosão, nenhum telefonema de ameaça às autoridades, nenhum sinal indicando ao pessoal de atendimento que se trata de uma ameaça terrorista. Os primeiros a atender essa emergência podem acabar sendo expostos a um agente químico ou biológico mortal, antes mesmo de perceberem o que está acontecendo.

Nos últimos cinco anos, várias cidades americanas se deram conta que a resposta ao impensável – um ato terrorista com armas de destruição em massa (ADM) – é uma responsabilidade da própria cidade.
Nenhuma força federal irá chegar e se encarregar do problema. Na verdade, várias horas podem transcorrer até que os militares ou o FBI cheguem para oferecer apoio técnico e auxiliar no gerenciamento da crise. Tudo aquilo que acontecer naqueles primeiros minutos pode fazer a diferença entre a vida e morte.

Todas as cidades americanas, das menores às maiores, devem dispor de um plano, treinamento e equipamentos essenciais para responder de forma eficiente a terroristas com ADMs. Outro fator essencial é a coordenação entre diferentes esferas de atuação – como os serviços de polícia, bombeiros e resgate, de saúde pública e privada, militares, inteligência e departamentos federais.

A NFPA, com seu processo de desenvolvimento de normas e códigos baseados em consenso, e com seu histórico de liderança na definição de normas para o manuseio de substâncias perigosas, novamente está assumindo uma posição de vanguarda para garantir que as primeiras pessoas a atender a uma emergência tenham o conhecimento, roupas e equipamentos necessários para responder a atos terroristas com ADMs.

Três acontecimentos despertaram o Congresso Americano para essa situação e sobre as necessidades das primeiras pessoas a chegar aos locais de emergência atingidos por ADMs*: a bomba que explodiu o World Trade Center de Nova York em 1993, o ataque com gás neurológico Sarin no metrô de Tóquio em 1995 e a bomba que explodiu no Prédio Federal Alfred P. Murrah em Oklahoma City.
Esse último caso, em particular, despertou os norte-americanos da falsa sensação de segurança que fazia com que pensassem que esse tipo de evento não pudesse acontecer em seu país.
Se aconteceu em Oklahoma City, poderia acontecer em qualquer lugar, e a maior parte das cidades não estaria equipada ou preparada.

Em 1996 o Congresso dos Estados Unidos aprovou a Lei de Armas de Destruição em Massa, que encarrega o Departamento de Defesa de auxiliar na preparação de pessoal de emergência, em nível municipal, estadual e federal, para responder a incidentes envolvendo terrorismo químico, biológico, radiológico, nuclear ou explosivo.
Verbas foram liberadas para financiar o treinamento, apoio técnico, aquisição de equipamentos e para realizar exercícios de preparação.

Em resposta a essas exigências, o Departamento de Defesa passou a constituir unidades compostas por 22 membros da Guarda Nacional chamadas de Equipes de Apoio Civil, que podem ser acionadas para responder em todo os EUA. As Equipes são organizadas, equipadas e treinadas para o apoio às autoridades locais no manejo dos efeitos e conseqüências, depois que a crise inicial de um ataque terrorista com ADMs for controlada. Como as Equipes estão sob controle estadual, elas podem ser acionados rapidamente, sem que seja necessária uma autorização federal.

Fornecimento de Equipamentos para Operações Múltiplas. Quando o Departamento de Defesa começou a aparelhar as Equipes de Apoio Civil, seu objetivo era fornecer equipamentos que os permitissem trabalhar de forma integrada com as autoridades locais. Entretanto, ele logo percebeu o mesmo que as entidades não ligadas ao governo descobriram quando foram gastar seus dólares com a compra de equipamentos: não havia um consenso sobre que tipo seria o mais adequado.

Os equipamentos de proteção disponíveis no mercado não possuíam certificação por nenhuma norma aceita, e as normas militares haviam sido estabelecidas para campos de batalha e não para o tipo de local fechado em que um evento com ADMs provavelmente ocorreria. As normas NFPA, por exemplo, são voltadas para equipamentos de proteção contra incêndios e substâncias perigosas. As roupas de proteção que atendem às normas NFPA não atendiam às necessidades do pessoal de emergência médica, que precisam de muita destreza manual para tratar as vítimas.

"Precisávamos de equipamentos adequados às nossas tarefas e uma atmosfera de regulamentação menos restrita, que permitisse que corrêssemos riscos aceitáveis", explica o tenente Eric Hahn do Departamento de Polícia de Boston, Massachusetts.
Ele esclarece que os policiais envolvidos no atendimento a emergências queriam equipamentos baratos, fáceis de usar e com níveis de proteção adequados ao tipo de incidente.

As cidades perceberam que para oferecerem a resposta necessária às ADMs, elas necessitariam do apoio de cidades vizinhas e também dos governos estadual e federal. Assim, os equipamentos adquiridos teriam que ser compatíveis com os usados pelos grupos de apoio.

Charles Bell, do Comando de Sistemas dos Marines Americanos, lembra-se de quando solicitou conselhos aos civis envolvidos no atendimento de emergências para aparelhar as unidades especiais da Guarda Nacional.

"Fazia mais sentido treinar nossas pequenas unidades da Guarda Nacional para trabalhar de forma integrada com a comunidade civil do que tentar mudar mais de 20.000 chefes de corpos de bombeiros e integrá-los a nosso sistema", diz ele. "Assim, aconselhamos os oficiais de gerenciamento de conseqüência do Departamento de Defesa a respeito dos equipamentos que estavam sendo produzidos para eles". Bell convidou os oficiais mais experientes que conseguiu achar para debater o assunto. Entre eles havia pessoas que trabalhavam como primeiros atendentes de emergências provenientes de várias partes do país, tais como bombeiros, policiais e médicos, bem como representantes de entidades civis como a NFPA, o Instituto Nacional de Normas e Tecnologia (NIST), a Administração de Saúde e Segurança Ocupacional (OSHA) e o Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional (NIOSH).

"Nós nos reunimos em outubro de 1998 para a elaboração de uma lista genérica de equipamentos-padrão que poderia ser utilizada em operações envolvendo entidades diferentes", declarou ele.

Após dois dias de trabalho, o grupo já tinha um catálogo inicial.

"Atingimos os objetivos originais do nosso trabalho, mas havia muito mais a ser feito. Tínhamos que ir mais fundo", diz Bell.

O IAB é Criado.
Foi neste momento que o Comitê Interagências para Padronização e Integração de Equipamentos (IAB) foi criado. O produto dessa primeira reunião foi a Lista de Equipamentos Padronizados, que hoje é utilizada como um guia para aparelhar os que primeiro atendem às emergências e que é utilizada nos processos de solicitação de verbas para aquisição de equipamentos, realizados pelo Departamento de Justiça dos EUA.

A Lista de Equipamentos Padronizados descreve os níveis de proteção necessários para cada nível de risco definido, sem mencionar produtos específicos. Edições atualizadas são publicadas no relatório anual do IAB e também no site: www.iab.gov

"A Lista de Equipamentos Padronizados parecia, no início, uma lista cara de compras", comenta Julie Holt, do Instituto Battelle, que é a coordenadora dos trabalhos do IAB. "Ela agora funciona como uma fonte de referência".

O IAB reúne hoje a cada três meses quase 80 membros, dos quais cerca de 35 são os primeiros a responder a situações de emergência. Esses membros representam mais de 48 organizações locais, estaduais e federais. "O IAB é único", diz John Frank, do Departamento de Justiça, que participa do Comitê desde sua fundação. "Ele é um legítimo grupo de trabalhadores prontos para arregaçar as mangas e pôr as mãos à obra", explica.

O IAB é um organismo em que especialistas militares podem auxiliar entidades civis a atingir um nível de preparação apropriado, e parte disso é resultado da troca de tecnologias e táticas. Robert Murphy, que é responsável pelos serviços de emergência da Força Tarefa de Resposta a Incidentes Químicos e Biológicos dos Marines, trabalha como conselheiro do IAB. "Nossa Força Tarefa busca transformar um EPI militar em um EPI para uso civil", diz ele.

Para que os Marines possam trabalhar em conjunto com os primeiros profissionais a atender emergências, a Força Tarefa utiliza normas NFPA para resposta a acidentes com substâncias perigosas.

O IAB também facilita a aquisição de EPIs por agências civis, ao permitir que elas façam suas compras através do sistema de licitação militar, o que diminui custos. O IAB também franquia o uso de laboratórios militares para instituições que queiram testar equipamentos.

Ao funcionar como um fórum, o IAB permite que os profissionais locais que primeiro atendem às emergências expressem suas necessidades e sejam ouvidos.

"Nós temos como trazer uma necessidade imediata à tona, e mostrar como podemos ter economia de escala, pois muitos de nós vão precisar do mesmo tipo de equipamento", diz Ron Watson , chefe de batalhão do Corpo de Bombeiros do Condado de Los Angeles. "A partir daí podemos fazer pesquisas, mandar fabricar o produto e recebê-lo em pouco tempo. Não existe nenhuma outra organização que tenha esta interação com a indústria", avalia.

O Papel da NFPA

A NFPA é uma personagem importante do IAB, pois "oferece uma perspectiva toda especial e tem também uma visão global das normas em geral", afirma Charles Bell, que está no IAB desde sua fundação.

Stephen N. Foley, especialista sênior do Corpo de Bombeiros, tem um papel chave como presidente do Comitê de Coordenação de Normas do IAB.

"O trabalho do nosso Comitê é identificar normas já existentes e também aquelas que precisam ser desenvolvidas, modificadas ou revisadas", explica Foley. "A NFPA assinou um acordo com a NIOSH, a OSHA, a EPA e a NIST para garantir que não haveria competição ou conflito entre essas instituições no desenvolvimento das normas, particularmente em relação àquelas relativas a incidentes envolvendo terrorismo com armas químicas, biológicas, radiológicas, nucleares e explosivas".

A NIOSH é a responsável pelos testes e certificação dos equipamentos de proteção respiratória enquanto a NFPA se encarrega da criação de normas para roupas e equipamentos de proteção individual básicos, para uso em situações com agentes biológicos ou químicos.

Para começar, o Comitê Técnico sobre Substâncias Perigosas da NFPA examinou e revisou as normas existentes relacionadas a substâncias perigosas, a NFPA 471 – Resposta a Acidentes com Substâncias Perigosas, a NFPA 472 – Competência Profissional dos Atendentes em Acidentes com Substâncias Perigosas e a NFPA 473 – Competências para Pessoal de Serviços de Emergência Médica em Atendimento a Acidentes com Substâncias Perigosas. O objetivo foi incluir nas normas NFPA a necessidade de levar em consideração incidentes terroristas com vários tipos de armas.

Como havia urgência de uma nova norma, o Comitê sobre Roupas e Equipamentos de Proteção Individual modificou a NFPA 1991 – Conjuntos Protetores contra Vapores em Emergências Químicas Perigosas, para incluir uma seção sobre proteção contra agentes de guerra química e biológica.

Esse comitê passou então a ocupar-se do desenvolvimento de uma nova norma, a NFPA 1994 – Conjuntos Protetores para Incidentes Terroristas Químicos ou Biológicos, para os primeiros profissionais a atender emergências. Esta norma fala sobre trajes descartáveis de baixo custo, que podem ser transportados em veículos de emergência.

"A nossa idéia é que as pessoas possam pegar uma embalagem fechada, abri-la e saber que ali encontrarão um traje que protegerá da maneira que elas precisam", diz Bruce W. Teele, da NFPA.

No desenvolvimento da NFPA 1994, o comitê trabalhou em conjunto com o Comando Químico-Biológico de Soldados do Exército Americano, a autoridade militar responsável por equipamentos de proteção.

A NFPA 1994, que foi aprovada pelos membros da NFPA na Feira e Congresso Mundial de Proteção contra Incêndio 2001, em maio, define três níveis de proteção. Um traje Classe 1 (traje de encapsulamento) pode ser usado por um primeiro atendente que esteja avaliando a situação no local, ao passo que um traje Classe 3 pode ser usado por atendentes que trabalham na periferia do incidente, controlando o trânsito.

A NFPA 1994 permite que comandantes de corpos de bombeiros e da polícia, e provedores de serviços de emergência médica, comprem roupas de proteção que atendam os requisitos da NFPA para ameaças químico-biológicas.

"Todos os itens fabricados de acordo com as normas NFPA devem ser certificados por outros órgãos", diz Teele. "Não se trata simplesmente da avaliação e teste do produto, mas também a colocação de um selo, certificando que o produto atende aos requisitos da norma NFPA aplicável ao mesmo. Ela inclui um programa permanente de acompanhamento ISO 9000 que verifica e garante que toda a produção obedece à norma".

O duplo papel exercido por Teele, como funcionário de ligação da NFPA no Comitê e membro do Subgrupo IAB sobre Equipamentos de Operação e Proteção Individual, garante que as normas NFPA sejam automaticamente incluídas na Lista de Equipamentos Padronizados na IAB.

Treinamento de Acordo com as Normas NFPA Um incidente real com ADMs não é o local para se realizar um treinamento prático. Hoje em dia o treinamento dos primeiros atendentes está ligado intimamente às normas NFPA.

Charles Wright, membro do Comitê Técnico NFPA 472 é responsável pelo desenvolvimento de treinamento ADM para os empregados e o pessoal de emergência que trabalha ao longo das ferrovias da Union Pacific Railroad.

"As ADMs não são nada mais do que substâncias perigosas com personalidade", diz Wright, citando o chefe de Batalhão de Chicago, Gene Ryan. Wright e sua equipe usam as competências definidas pelas normas de substâncias perigosas da NFPA junto com uma análise da tarefa, como base para definir seus objetivos de desempenho em treinamentos. A Union Pacific já treinou mais de 140.000 pessoas de fora da companhia usando esses objetivos.

Jerry Laughlin, funcionário de ligação da NFPA nos Comitês Técnicos de Resposta a Substâncias Perigosas, observa que um incidente com ADM é também a cena de um crime. "Crimes apresentam novos aspectos com, por exemplo, a necessidade de documentação legal e de custódia", explica ele.

"O pessoal que lida com substâncias perigosas precisa também conhecer as novas substâncias tóxicas, tais como agentes que agem sobre o sangue, sistema nervoso, sistema respiratório, agentes biológicos, toxinas, irritantes e dessecantes. Essas substâncias perigosas sempre foram consideradas, mas atualmente, com a possibilidade de serem usadas em ADMs, a situação ficou muito mais complexa", avalia.

O uso de simulações permite que os primeiros atendentes de emergências possam praticar e testar a eficiência de seus planos. Os membros do IAB e suas organizações têm participado freqüentemente de exercícios de contra-terrorismo doméstico, sob autorização do Congresso dos EUA.
Desses exercícios participam funcionários graduados, gerentes de emergências, primeiros atendentes e policiais. Eles simulam crises de vários dias, envolvendo diferentes locais e diversas organizações com o gerenciamento das conseqüências. As cidades também realizam exercícios.

"Como parte de nossa rotina profissional, realizamos exercícios teóricos em sala de aula reunindo vários departamentos", afirma o chefe Watson, do Batalhão de Bombeiros do Condado de Los Angeles. Em exercícios teóricos, as pessoas-chave sentam-se e discutem passo a passo as questões envolvidas em uma dada simulação.

"Os exercícios são uma parte crítica de nossa preparação", diz o tenente Eric Hahn da Polícia de Boston. "A primeira parte do processo é uma chamada. Já sabemos que se alguém faltar ao exercício, nem vale a pena começar o treinamento".

Algumas cidades mandam seus atendentes para treinamentos em Fort McLellan, Alabama, onde eles passam por um treinamento real com agentes químicos verdadeiros.

"Para você se formar, tem que atravessar um ambiente infestado com gás Sarin. Isto ajuda a ter mais confiança em si mesmo. Quando você percebe que pode sobreviver ao gás, o medo diminui bastante", diz Hahn.

As cidades pequenas também se preparam para responder a emergências. Gregg Noll, consultor e membro do Comitê Técnico sobre Substâncias Perigosas da NFPA, participa de exercícios de forças-tarefa antiterrorismo regionais.

"Na região central da Pensilvânia temos uma força tarefa que abrange oito municípios", diz ele. "As emergências freqüentemente superam os recursos disponíveis em uma única jurisdição. Realizamos exercícios químicos e biológicos, sob comando unificado, onde as pessoas encarregadas das principais instituições envolvidas trabalham em conjunto. Assim, todos se sentem melhor preparados para lidar com uma emergência real".

A NFPA continua sendo uma personagem chave, garantindo que os primeiros atendentes tenham a proteção individual necessária para responder a atos terroristas com ADMs. Por causa de seu histórico de decisões baseadas em consenso e normas de ampla aceitação, citadas nas diretrizes da OSHA, a NFPA garantiu o seu lugar no processo.

"A maior parte das pessoas nem sabe de nosso envolvimento na área de segurança nacional. É importante lembrarmos que a NFPA tem um papel chave na preparação de normas que protegem as pessoas que respondem a este tipo de emergências", lembra Foley, da NFPA.

Hallie Ephron Touger contribui regularmente com o NFPA Journal.

* Este artigo foi produzido antes dos lamentáveis ataques terroristas a Nova York e Washington, em 11 de setembro. O NFPA Journal em Português manteve-o por entender que ele aborda outros ângulos de emergências que tanto horror causaram recentemente. Nós do Conselho Editorial do NFPA Journal em Português acreditamos que em função desses ataques novas discussões serão iniciadas sobre a forma de proteger melhor a vida.

O ataque de gás Sarin em Tóquio é um dos três atos terroristas que fez com que o Congresso dos EUA avaliasse novamente as necessidades do pessoal de primeiro atendimento a emergências.

Revista NFPA Journal em Português


Fonte: NFPA Journal


Envie essa notícia para um Amigo


Seu Nome:

Seu E-mail:

Nome do Amigo:

E-mail do Amigo:

Mensagem:




Pesquisar Cursos













     Agenda:      Feiras    /    Cursos Presenciais    /    Eventos                                                                                     Receba o Viaseg News


Área do Anunciante                     Maquinas Industriais   /   Br Domínio Hospedagem de Sites   /