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Ergonomia do analista de sistemas


14/10/02

O início da utilização da informática em larga escala no Brasil remonta à década de 70. Desde então, um crescente contingente de trabalhadores vincula-se a essa atividade profissional , como o analista de sistema, que tem poucos estudos ergonomicos sobre a sua atuação.
Em 1984, foi realizado pela equipe do NIOSH (National Institute of Occupational Safety and Health), um grande trabalho epidemiologico com analistas de sistemas e supervisores de uma empresa federal de processamento de dados dos Estados Unidos. Entre os aspectos positivos desse tipo atividade, informados pelos trabalhadores dessa área destacaram-se: satisfação com o trabalho (os profissionais percebiam a importância do produto de sua atividade), flexibilidade de horário e dinamicidade do trabalho. Entre os aspectos negativos, observaram-se: qualidade do equipamento, indisponibilidade do terminal e tempo de resposta do sistema (dificultando o cumprimento da carga de trabalho dentro dos prazos fixados) e problemas de relacionamento com superiores hierárquicos. Os problemas de saúde referidos incluíram: secura dos olhos, do nariz e da garganta; sinusites, alergias, resfriados e gripes; queimação e lacrimejamento dos olhos; dor de cabeça; irritabilidade; depressão; tensão; fadiga severa e doenças psicossomáticas, como indisposição do estômago.

No Brasil, Lys Esther Rocha e colaboradora do Departamento de Medicina Social e do Trabalho da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, fizeram estudo abrangendo 553 analistas de duas empresas de processamento de dados da região metropolitana de São Paulo. Foram realizadas análises ergonômicas do trabalho, entrevistas semi-estruturadas e preenchimento de questionários para auto-aplicação. As mulheres constituíram 40,7% do grupo estudado, sendo mais jovens que os homens.
A presença de filhos foi maior entre os homens, embora o tempo diário dedicado às tarefas domésticas tenha sido maior entre as mulheres. Observou-se predomínio dos homens nas funções de chefia. Fatores de incômodo, de influencia negativa, com freqüência semelhante entre homens e mulheres, foram: sobrecarga de trabalho devido a prazos curtos; alto grau de responsabilidade; exigência mental do trabalho; e complexidade da tarefa. Esses fatores de incômodo predominantes só em mulheres foram: postura desconfortável; maior exposição ao computador; e presença de equipamento obsoleto. As mulheres relataram maior freqüência de sintomas visuais, musculares e relacionados a estresse; maior insatisfação com o trabalho; maior fadiga física e mental. Os autores destacam a importância de estudos sobre saúde, trabalho e gênero, em analisar a interseção entre a esfera produtiva e a doméstica.

Esse modelo proposto pelos autores envolve uma abordagem tridimensional, contemplando os seguintes aspectos: "exigência/controle"(demand/control),"tensão/aprendizagem" (strain/learning) e suporte social. Rev. Saúde Pública v.35 n.6 São Paulo dez. 2001

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Fonte: Intramed


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