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NIOSH uso de cintas para a coluna


05/10/02

NIOSH uso de cintas para a coluna na prevenção de acidentes ( declaração de Março 2002) Em 1994, foram publicados pela NIOSH, dois estudos; Workplace Use of Back Belts - Review and Recommendations e Back Belts - Do They Prevent Injury, em que a entidade conclui que não existiam suficientes evidencias, até aquela data, para recomendar o uso de cintas elásticas lombares protetoras ( back belts em inglês) , como medida preventiva para evitar os danos e acidentes em relação a coluna lombar . Desde aquela data a NIOSH , realizou um grande estudo epidemiologico e duas avaliações laboratoriais , para determinar de maneira mais conclusiva da eficácia dessas cintas.

Wassell e colaboradores do NIOSH realizaram em 30 estados americanos, um estudo prospectivo de coorte, durante 6,5 meses , com 6311 trabalhadores que empacotavam embrulhos. Em 89 lojas obrigaram seus empregados a usarem essas cintas elásticas protetoras e 71 outras lojas deixaram o seu uso de forma voluntária A incidência de dores na coluna lombar foi semelhante entre aqueles operários que usaram a cinta todos os dias, ou que usaram uma ou duas vezes por semana e aqueles que nunca usaram a cinta ou usaram uma ou duas vezes por mês .

Bobick e colaboradores examinaram 30 operários que fizeram um esforço, levantando 6 vezes, pesos diversos do chão, durante 30 minutos, com essas cintas( três tipos de cintas) e sem essas cintas , no mesmo indivíduo. Avaliaram os batimentos cardíacos, consumo de oxigênio, pressão arterial, freqüência respiratória. Foram 4 períodos de esforços, começando com caixas de 9,4 kg , sem alças levantadas 3 vezes/minuto, e colocadas numa altura inicial a 10 cm , acima do solo e finalizando a uma altura de 79 cm, como uma torção de 60 graus a direita, com o peso.
Dos dados fisiológicos pesquisados os autores concluíram que somente o consumo de oxigênio diminuiu com o uso da cinta, mas não houve alterações dos outros parâmetros clinico pesquisados.
Giorcelli e colaboradores estudaram 28 trabalhadores, (17 homens e 11 mulheres) fizeram estudo semelhante com caixas grandes e pequenas pesando 9.4 kg, adotando varias posturas de flexão, lateralização , torção, flexão do quadril e do joelho, com 3 períodos de 50 levantamento desse peso , com 3 levantamento por minuto.
Os autores constataram que o uso dessas cintas elásticas obrigaram os operários a levantarem os pesos, em todas as posturas examinadas, mais devagar e com a coluna mais retificada. Nesses dois últimos trabalhos não foram pesquisados o problema da dor ou desconforto na coluna. Os pesquisadores do NIOSH concluem que esses estudos não permitem associar a diminuição de dores na coluna em operários que usam as cintas elásticas protetoras.
A NIOSH continua declarando em Março de 2002, que ainda não há suficientes evidencias para recomendar o uso preventivo dessas cintas.

Comentários do prof. Dr. Jose Knoplich- reumatologista e especialista em coluna vertebral, que lançou recentemente, a terceira edição do tratado “Enfermidades da Coluna Vertebral”, aonde são citados esses estudos.

“Esse ultimo trabalho de Giorcelli, mostra sim que as cintas protetoras podem diminuir a amplitude dos movimentos inadequados que os trabalhadores executam durante os atos de levantar pesos do chão, principalmente quando esses pesos são assimétricos. Esse fato deve resultar em uma diminuição de lombalgias por esforço. Mas o primeiro trabalho citado mostrou a pequena eficácia dessa proteção, na profissão mais “leve” de empacotador, mas com certeza ajudaria em profissões que fazem um trabalho “pesado” Deve-se chamar a atenção que levantar cargas de 9,4 kg do chão até alturas de 79 cm , com certeza se afigura um trabalho pesado, mas os autores não mediram o desconforto ou a dor na lombar nesse casos.
Do ponto de vista fisiológico, a carga de trabalho (CFT), pesada ou não, é a expressão da intensidade da atividade laboral posta para o indivíduo. A CFT é geralmente avaliada através das respostas metabólica ou cardiovascular dos indivíduos a uma atividade física, variáveis que podem ser expressas por meio de seus valores absolutos medidos, como a freqüência cardíaca (FC) ou o gasto energético (GE) durante a atividade, ou como o percentual do máximo individual O GE pode, ainda, ser expresso como múltiplo da taxa metabólica de repouso do indivíduo .

Bibliografia
1) Wassell JT, Gardner LI, Landsittel DP, Johnston JJ, Johnston JM.A prospective study of back belts for prevention of back pain and injury. JAMA. 2000 Dec 6;284(21):2727-32.

2)Bobick TG, Belard JL, Hsiao H, Wassell JT. Physiological effects of back belt wearing during asymmetric lifting. Appl Ergon. 2001 Dec;32(6):541-7.

3) Giorcelli RJ, Hughes RE, Wassell JT, Hsiao H. The effect of wearing a back belt on spine kinematics during asymmetric lifting of large and small boxes. Spine. 2001 Aug 15;26(16):1794-8.


Fonte: MedgrafIntramed


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