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A hipertensão na siderurgia


03/10/02

Fatores ambientais de uma Siderurgia, como ruído, calor na linha de montagem e outros podem estar implicados na elevação de pressão arterial dos trabalhadores dessa indústria. Na literatura mundial sobre o tema os dados apontam maior risco de elevação de pressão arterial em alguns grupos ocupacionais, desse setor, o que justifica abordagens diferenciadas pelo serviço médico da empresa Os médicos do trabalho Carlos Henrique Klein e colaboradores (1) estudaram a evolução da pressão arterial ao longo da vida ativa de nove categorias de trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional de Volta Redonda (Rio de Janeiro), que foi analisada numa amostra de 426 homens, através das fichas do serviço médico. Destas fichas, foram coletadas os níveis da pressão arterial registrada a na admissão na empresa e no último exame de rotina.
Nessa amostra 90% dos trabalhadores tinham idades entre 20 e 50 anos e o intervalo médio entre as avaliações foi de 13,5 anos ( todos tinham ao menos 5 anos de atividade). Em relação às variações observadas, houve incrementos estatisticamente significativos na sistólica apenas para os trabalhadores de escritório e almoxarifado, laboratório e controle de qualidade, com pelos menos 5 anos de atividades. Quanto à diastólica, as categorias que sofreram incremento significativo foram escritório e almoxarifado, maquinaria e ocupações específicas da produção, eletro-mecânicas de manutenção, construção civil, transporte e comunicações e trabalhadores não -qualificados. Também foi analisada a passagem destes trabalhadores de um status de pressão normal para o outro de pressão mais elevada (sistólica 140 ou diastólica 90 mmHg).
Com relação à sistólica, apenas os funcionários não –qualificados mudaram de categoria; quanto à diastólica, repetiram-se os achados para aumento de pressão. O grupo da construção civil destacou-se pelo maior aumento de diastólica entre as duas medidas, ao passo que os administradores e profissionais técnico-científicos foram os que apresentaram as menores variações de pressão.

1)Cad. saúde pública;2(2):212-26, abr.-jun. 1986


Fonte: Intramed


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