Miriam Miguel (*)
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As
dermatites de contato dos trabalhadores, ou dermatoses ocupacionais, são a doença
ocupacional que acomete o maior número de trabalhadores no Brasil,
principalmente nas áreas da construção civil, limpeza, mecânica e
metalurgia.
Todos
sabemos que substâncias como solventes (thinner, gasolina, querosene, xileno,
tolueno, MEK, acetona e outros), óleos minerais e vegetais, tintas, resinas, ácidos,
álcalis (cimento, cal, ácidos clorídrico, sulfúrico, nítrico), metais
(cobalto, níquel, cromo), são irritantes da pele e, alguns, alérgenos,
provocando dermatites de contato que vão desde o ressecamento até uma
cronificação irreversível, incapacitando o trabalhador. Há também as
dermatites provocadas por agentes físicos, como as radiações UVA e UVB, e
agentes biológicos, como as bactérias, fungos, picadas de insetos. Lembrando,
ainda, que agentes químicos e biológicos
são absorvidos pela pele, passando para a corrente sangüínea.
Este é o momento de reexaminar uma solução simples e eficaz: o creme protetor da pele, para impedir que as dermatoses ocupacionais continuem afligindo os trabalhadores de todas essas áreas de trabalho, além dos profissionais de saúde e segurança do trabalho.
A HISTÓRIA DOS CREMES
No
Brasil, os cremes protetores já eram utilizados por empresas multinacionais
desde a década de 1960.
Mas
só na década de 1980 é que começaram a surgir os primeiros artigos em
revistas especializadas em medicina e segurança do trabalho comentando que os
cremes protetores poderiam ser um meio de proteção da pele para os
trabalhadores impossibilitados de utilizar luvas de PVC, Nitrile, Neoprene etc.,
devido ao risco associado ao seu uso, às dermatites causadas pelo uso dessas
luvas ou pela impossibilidade do tato necessária para seu tipo de trabalho.
Em
um desses artigos, de 1983, o Dr. Salim Amed Ali, dermatologista da Fundacentro,
especializado em dermatoses ocupacionais, com as melhores obras a respeito do
tema, afirma que os cremes se popularizaram após a II Guerra Mundial, que, em
1946, médicos ingleses “mostraram que, na prática, os cremes de proteção
formavam uma luva invisível sobre a pele e que o seu uso sistemático na indústria
produzia diminuição do número de casos de dermatoses ocupacionais.”
Foi
na década de 1980 que surgiu a MAVARO, com seus três cremes protetores: PM 150
– água-resistente; PM 50 – óleo-resistente e PM 100 – para pintura.
Todos feitos com matéria-prima importada, com a mesma qualidade dos cremes
europeus.
A
maioria das empresas brasileiras só passou a implantar o creme protetor depois
que ele foi incluído no inciso II do item 6.3 da NR 6 entre os EPIs destinados
a proteção dos membros superiores, por meio da Portaria nº 3 de 20/02/1992.
Com
o uso difundido do creme protetor, principalmente nas regiões Sul e Sudeste,
uso que não se limitava à proteção dos membros superiores, mas de todas as
partes do corpo que entram em contato com o agente químico, como rosto, tórax,
pernas, pés, o Ministério do Trabalho criou nova Portaria, a de nº 26, de
29/12/1994, que incluiu, no item 6.3 da NR 6, um novo inciso, o IX,
cujo título é Proteção da Pele.
Nos
dois textos, das duas Portarias, são apresentadas importantes justificativas
para classificar os cremes como EPIs. São elas: o uso regular dos cremes
protetores em outros países, a recomendação de literatura internacional, a
constatação de sua eficácia, o benefício dos trabalhadores pelo uso geral
nas empresas, e apresentação de resultados satisfatórios nos estudos e
demonstrações práticas realizadas com cremes protetores de fabricação
nacional (Ver Portarias nº 3 e nº 26, de 20/02/1992 e 29/12/1994
respectivamente).
Na Portaria 26, de 29/12/1994, os cremes protetores foram classificados em 3 grupos, e passou a ser exigido seu registro no Ministério da Saúde.
O CREME PROTETOR HOJE
Nesses
11 anos de uso obrigatório dos cremes protetores, de aperfeiçoamento tecnológico
dos fabricantes para produção de cremes de uso cada vez mais específico e
cada vez mais benéficos à pele e ao conforto dos trabalhadores, constatamos
que são raríssimos os casos de dermatoses ocupacionais nas grandes e médias
empresas.
A
implantação definitiva do EPI creme protetor da pele pode ser constatada pela
última Portaria do MTbE que altera a NR 6, a de nº 25, de 15 de outubro de
2001. Em seu Anexo I, item F. 2, os cremes protetores são mantidos como EPIs
segundo a Portaria 26, de 29/12/1994, continuando, portanto, a ser cremes
protetores da pele do trabalhador.
SEGURANÇA
DO CREME PROTETOR
A
segurança que os cremes protetores representam para a saúde dos trabalhadores
é muito grande. Veja-se a quantidade de laudos exigidos pelo DSST para concessão
do CA, como laudo de solubilidade, laudo de ação reagente e catalisadora,
laudo de irritabilidade ocular, laudo de irritabilidade dérmica e registro no
Ministério da Saúde. Tais testes não são feitos apenas em lâminas, mas também
em cobaias, por 24 horas. A MAVARO tem um teste específico, realizado com
funcionários expostos aos derivados de tolueno
para determinar o nível de ácido hipúrico urinário, teste que
apresentou resultado positivo quanto à redução do índice do ácido
nos funcionários que utilizaram o creme protetor PM 50.
CREME
PROTETOR – UM ALIADO DAS LUVAS
Os
cremes protetores água-resistentes, principalmente o MAVBIO, creme especial,
grupo 3, com ação microbicida, vêm resolver um problema comum enfrentado por
profissionais de segurança, que é o aparecimento de dermatites de contato
irritantes ou alérgicas pelo uso de luvas e botas de látex ou PVC. Agentes
biológicos (fungos e bactérias) e químicos (aceleradores, antioxidantes,
corantes) na formulação e no interior das luvas são os causadores dessas
dermatites de contato. Até mesmo a proteína do látex é uma substância alérgena.
As luvas de couro também podem provocar dermatites.
A
boa notícia é que todas essas dermatites podem ser evitadas com o uso do creme
protetor sob as luvas.
Esclarecimento e conscientização dos usuários, associados à aprovação de cremes cada vez mais específicos à condição dos diversos tipos de atividades laborais, são as armas da MAVARO e dos profissionais de medicina e segurança do trabalho, nossos aliados, para obtenção dos excelentes resultados alcançados nesta longa batalha contra as dermatoses ocupacionais no Brasil.
(*) Miriam Miguel - Palestrante Técnica do Centro de
Treinamento da
Mavaro Ind. Com. de Produtos Químicos Ltda - (11)5506-0319
Site: www.mavaro.com.br E-mail: vendas@mavaro.com.br