Ameaça de bomba ou atentado com armas biológicas

Marcy José de Campos Verde, CPP linha.gif (1525 bytes)


           
A ameaça de bomba ou com armas biológicas é uma situação que gera um clima de medo e pânico (terror psicológico). Deve ser encarada como uma inocente brincadeira de trote telefônico ou uma um ato criminoso?

            Antes de mandar iniciar o abandono das instalações e fazer com que o objetivo do criminoso seja atingido, devemos analisar os pontos seguintes.

            Explosivos são substâncias que sob a ação de um excitante transformam-se desprendendo- elevadas temperaturas, forte luminosidade e volume de gases (onda positiva e negativa) em um curto espaço de tempo, produzindo efeitos mecânicos e sonoros.

            Os explosivos são divididos em dois tipos :

Os explosivos podem ser sólidos (pó, grão ou massa), líquidos ou gasosos.

            Os artefatos  possuem um alto poder de destruição e uma relativa facilidade de instalação no local ameaçado.

            Os explosivos podem ser apresentados de uma forma dissimulada ou camuflados, por exemplo : uma carta, uma caixa de relógio, um CD, um livro, uma caixa de sapato, uma valise ou mochila, etc.

            Toda ameaça representa um risco com potencial significativo  para os usuários do local (população fixa e flutuante), às operações do empreendimento e às edificações.

            O empreendimento dever estabelecer políticas, diretrizes, medidas e procedimentos para o gerenciamento da crise, contemplando   desde a ameaça de bomba até a concretização deste risco, ou seja, a explosão do artefato.

As conseqüências humanas podem variar da lesão corporal até a morte das pessoas. Os efeitos financeiros se traduzem por meio da paralisação das atividades administrativas e operacionais, por exemplo um CPD de uma instituição financeira, um call-center de uma companhia aérea ou de uma administradora de cartão de crédito ou a central de assinaturas de uma revista ou jornal , além de danos ao patrimônio da empresa no caso da concretização. Fora o stress psicológico   e o desgaste da imagem  da instituição por divulgação do fato na mídia, escrita, televisionada e falada, apontando o descontrole da situação.

Todo plano de segurança deve contemplar três fatores :

O papel da área de segurança do empreendimento é o de impor dificuldades, eliminando ou reduzindo  o campo de ação  do criminoso, através da elaboração de uma análise de risco, que utilize um critério científico, elaboração e implementação do plano de segurança e de contingência do respectivo site, realização de simulados para todas as situações e locais, realização de auditorias para detectar não conformidades e se atualizar o procedimento ou o treinamento, programa de capacitação para todos os colaboradores envolvidos com este processo e a análise de ocorrências anteriores no seu site ou no seu segmento de negócio.

Esta ocorrência pode ser iniciada de 04 formas :

            A questão que surge é : “O que fazer no caso de uma ameaça? “ e “Devemos adotar o mesmo padrão de resposta para todas as ameaças de bombas?”

O plano de contingência deve determinar :

O plano de contingência deve definir quem formará o comitê de crise, inclusive relacionando titular e suplente (caso de afastamento – férias, doença, etc) para cada função.

A função do comitê é reunir os dados e analisá-los, informar a alta direção dando subsídios para a tomada de decisões, recomendar e implementar ações mobilizando os meios e fazer o follow-up com a alta direção.

No caso de um telefonema, informando o fato, deve haver um formulário em todos os pontos possíveis de receber a chamada, em um call-center, todos os pontos de atendimento devem dispor deste formulário,

Este questionário deve relacionar, entre outros itens, data, horário e duração do chamado, características da voz (sexo, sotaque, idade, detalhes), transcrição exata do interlocutor (existe a possibilidade de gravação, para posterior análise e investigação), porque a bomba foi colocada (motivo), qual a sua aparência,  qual o local em que ela foi deixada (verificar se o criminoso conhece a instalação física, por exemplo cita uma sigla utilizada internamente que define determinada área), ruídos de fundo (música, tráfego, vozes, máquinas, trem/metrô, etc), se a ligação foi feita em telefone público ou privado (é possível identificar o local da chamada por meio de um sistema eletrônico e posteriormente investigar o fato) e nome de quem atendeu.

Para se atingir a perfeição no desenvolvimento deste trabalho, que é uma das fases mais importantes, para posterior análise na tomada de decisão e investigação, todas as pessoas que podem receber uma ligação devem receber um treinamento sobre o assunto e como o questionário deve ser preenchido.

Após o treinamento devem ser feitos vários simulados, sendo que a primeira coisa a ser dita ao atendente é “chamada de simulação”, posteriormente passa-se toda a informação e depois se verifica, se e quais dados não foram relacionados. A capacitação dos envolvidos é muito importante para a análise da ameaça, pois se pode classificar a credibilidade da ameaça.

Com o plano elaborado será possível analisar todas as variáveis pertinentes ao local e o gerenciamento da situação e a tomada das decisões será mais eficiente.

 

Marcy José de Campos Verde, CPP - É consultor sênior em segurança empresarial
Site – www.marcy.com.br E-mail: falecom@marcy.com.br